Fim de Ano Sustentável




O final do ano traz consigo muitos aspectos bons, otimismo e retrospectivas. Nessa época de festividades, milhares de pessoas vão às compras para o Natal, planejam suas comemorações, e, quando chega o Reveillon, é comum nos depararmos com pessoas refletindo sobre o ano que passou, lamentando as resoluções que não foram cumpridas durante os doze meses, e criando novas metas para o ano que está por vir, sempre com muito determinismo. Emagrecer, viajar mais, passar mais tempo com a família... são inúmeros os desejos, entretanto, nunca lembramos da sustentabilidade. Ser mais verde, reciclar mais, consumir menos exageros? Quase impossível ver tais desejos em uma lista de resoluções.

O Brasil, contudo, é um dos poucos países que vem focando neste aspecto. Antes mesmo de chegar 2012, a meta é produzir o Reveillon de Copacabana de maneira mais sustentável. A queima de fogos desse ano será temática e com diferentes fases, dentre elas: Energia Solar, Água, Fauna e Flora, contando assim com formas, cores e características distintas em cada etapa. Além da temática do meio ambiente, os fogos serão neutralizados por meio de mudas nativas da Mata-Atlântica que serão plantadas na Bacia do Rio Guandu em fevereiro de 2012.

A produção, montagem e desmontagem do evento contará com ações sustentáveis, ao mesmo tempo em que as lonas utilizadas serão reaproveitadas e transformadas em materiais escolares. Haverá, além de sustentabilidade, ações culturais e de inclusão social, como por exemplo, a participação de jovens de comunidades do Rio de Janeiro trabalhando para o evento, ou mesmo a parceria com diferentes ONGs, como a “Rede Asta” e a “TemQuemQueira”.

O ano de 2012 para o Brasil já começará com questões sobre o meio ambiente. A Rio+20,conferência mundial das Nações Unidas, acontecerá no Rio de Janeiro ano que vem. Além disso, uma grande meta para nosso país nos próximos anos será na produção da Copa do Mundo de 2014, que visa ser ‘verde’ e cumprir com todas as exigências de sustentabilidade ambiental, como a limitação de resíduos, reaproveitamento de água, entre outros, como a instalação de uma usina elétrica solar no teto de um estádio brasileiro, primeira vez no Brasil e visando a geração de energia limpa.

E você, neste fim de ano, não pensa em ser mais sustentável? Quais seriam suas resoluções para contribuir para o meio ambiente, mesmo que pequenas?

Confira abaixo dicas para festividades mais verdes e com menos exageros, além de mais informações sobre o Reveillon de Copacabana e da Copa do Mundo de 2014:

- 8 dicas para um Natal mais sustentável - http://migre.me/7eTlb

- Dicas de como fazer compras mais sustentáveis - http://migre.me/7eTnk

- Trocas de roupas poder ser maneira mais sustentável de consumir - http://migre.me/7eTpQ

- Réveillon de Copacabana terá ações sustentáveis dando largada à Rio+20 - http://migre.me/7eTuz

- Brasil se prepara para fazer Copa do Mundo Verde em 2014 - http://migre.me/7eTxo




Kely Val

Diretoria de Projetos

Um Dia na Terra


A ONU – Organização das Nações Unidas – junto da ONG “One Day on Earth” estão se preparando para exibir no fim de fevereiro de 2012, em um lançamento mundial, o filme que leva o nome da entidade “One Day on Earth”. O documentário traz imagens de todos os países do mundo gravadas em um mesmo dia. O objetivo é utilizar locais cultural e historicamente importantes para a estréia.
A ONG possui uma comunidade online com mais de 19 mil cineastas - tanto experientes quanto novatos -, cadastrados, parceria com mais outras 60 organizações sem fins lucrativos e a ONU. A primeira experiência de filmagem foi realizada no ano passado no dia 10/10/10, captando em todos os países tanto as alegrias quanto as lutas do dia a dia dos diversos povos. O resultado foi um montante de mais de 3.000 horas de filmagens.
“Embora o filme identifique os pontos em comum que conectam todos nós, ele também celebra a diversidade que faz parte da nossa natureza única e singular”, diz Kyle Ruddick, fundador e diretor da One Day on Earth. “O filme contém uma mensagem de esperança, mas é também um forte apelo à ação para a mudança positiva em questões enfrentadas pelas comunidades locais e globais.”
A continuidade do projeto se deu esse ano no dia 11/11/11. Nessa segunda experiência de filmagem foram gerados centenas de curtas-metragens, que farão parte da mostra mundial e retratam a cultura e os problemas enfrentados em todo o mundo.
A “One Day on Earth” começou em setembro de 2008 com o ideal de criar um evento global no qual centenas de participantes filmariam simultaneamente um período de 24 horas na Terra. E abril de 2010 através da parceria com a ONU foi criada a plataforma online da ONG.
Juntos, os colaboradores dizem estar criando uma cápsula do tempo para o mundo todo se compreender melhor. A perspectiva do projeto é descobrir o que somos enquanto seres humanos para beneficiar nossa sustentabilidade enquanto espécie. Aberto para todas as pessoas interessadas, a iniciativa tem como objetivo dar voz aos participantes.
Em sua comunidade, a Organização pretende conectar pessoas através de suas similaridades e diferenças e tornar-se um objeto educativo para todas as idades e crenças. “No fim, apesar dos imprevidentes desafios e tragédias ao redor do mundo, nos somos lembrados que todos os dias em que estamos vivos existe esperança e a escolha de ver um mundo melhor juntos.” – One Day on Earth.



Mayra Gianoni
Diretoria de Projetos

Dia Internacional contra a Corrupção


Em 9 de dezembro de 2003 foi assinada por diversos países a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, na cidade de Mérida – México. A partir de então foi instituído o Dia Internacional contra a Corrupção, que tem como objetivo o fortalecimento da cooperação internacional para a prevenção e o combate à corrupção no mundo.

Em uma mensagem oficial publicada hoje pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ele afirmou:
“Quando os fundos essenciais para o desenvolvimento são roubados por indivíduos e instituições corruptos, são os mais pobres e vulneráveis que são roubados de oportunidades de educação, cuidados de saúde e outros serviços essenciais.”

A partir de sua fala, é possível traduzir grande parte dos males que a corrupção traz para nossa sociedade, uma vez que pode ser apontada como uma das causas decisivas da pobreza no país. A corrupção compromete a nossa realidade e das gerações futuras sendo, portanto, fundamental o seu combate.


No Brasil foi criada uma campanha permanente em âmbito nacional, a partir do Ministério Público brasileiro. A campanha, denominada “O que você tem a ver com a corrupção?”, visa o combate à corrupção através da educação das gerações futuras, do incentivo das denúncias populares e da efetiva punição de corruptos e corruptores.

A idéia partiu de um Promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina - Affonso Ghizzo Neto – e foi lançada em âmbito estadual em 27 de agosto de 2004, com o objetivo de conscientizar toda a sociedade, especialmente crianças e adolescentes, sobre o valor da honestidade e transparência das atitudes do cidadão comum, destacando atos rotineiros que contribuem para a formação do caráter.

Foi então que em 2008, iniciou-se a nacionalização da campanha. Isso só foi possível com o apoio efetivo do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), ganhando força com o ato nº 001/2008 do CNPG, que determinava a institucionalização da campanha no âmbito dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal. O lançamento nacional oficial ocorreu em Brasília no dia 16 de março de 2008.

No site oficial da campanha, pode ser encontrado o texto:
“A corrupção é um mal que afeta toda a sociedade, pois arruína a prestação dos serviços públicos e o desenvolvimento social e econômico dos países, corrói a dignidade dos cidadãos, deteriora o convívio social e compromete a vida das gerações atuais e futuras. A luta contra a corrupção exige uma mudança cultural e de comportamento de cada cidadão, porque uma sociedade só se modifica quando os indivíduos que a compõem se modificam. Isoladamente, pode parecer difícil, mas com o comprometimento e esforços de todos é possível detê-la.”

Devemos acreditar que a partir do envolvimento e da luta de todos, é possível modificarmos a realidade de nosso país. Diariamente nos deparamos com notícias sobre corrupção em diversas localidades do Brasil. E qual o nosso papel neste contexto? Necessitamos de um maior envolvimento dos cidadãos nas discussões e proposições de medidas preventivas e combatentes deste mal. Podemos fazer nossa parte sendo íntegros e éticos, não nos omitindo diante da corrupção, lutando pelos nossos sonhos e conscientizando novos grupos sobre sua importância. Afinal, o que você tem a ver com a corrupção? Tudo!

Taís Machado
Diretoria de Comunicação

SWU - Começa com você

O SWU – Starts with you é um festival de música e sustentabilidade que conta com várias atrações musicais, além de fóruns sobre sustentabilidade e exposição de obras de arte com materiais alternativos. No primeiro ano, em 2010, o festival ocorreu na Arena Maeda em Itu e contou com barracas que incentivavam a troca e o consumo consciente além de promover uma grande discussão sobre temas como degradação ambiental, desperdício de recursos naturais e reciclagem. Já em 2011 o festival aconteceu na cidade de Paulínia, mas não mudou seu foco, e seu público alvo – pessoas engajadas em questões sócio-ambientais e fãs de música em geral – continuou fiel ao movimento “começa com você”.



Muito se falou sobre esse conceito novo: sustentabilidade. Esse termo representa a preservação da vida acima do avanço desenfreado da tecnologia industrial. Sustentabilidade não se enquadra apenas ao mote ambiental, mas também diz respeito às questões sociais, econômicas e políticas. A ideia da sustentabilidade não é impedir o progresso, tampouco deixar de lado o meio ambiente e construir sem consciência. Ser sustentável é buscar o equilíbrio das coisas naturais sem deixar de usufruir dos bens que o crescimento da tecnologia nos proporcionou.

Eduardo Fischer, publicitário e idealizador do festival firmou várias parcerias importantes com empresas de grande porte para viabilizar a presença de renomados músicos nos dois anos do festival. Entre essas empresas, destacam-se Oi, Nestlé, Coca-Cola e Heineken.

O plano de comunicação do evento foi aplicado amplamente nas mídias tradicionais como rádio, televisão e meios de comunicação impressos assim como em mídias alternativas, utilizando-se da internet e suas redes sociais para divulgação. Os publicitários contaram com a “ajuda” de insiders que são personalidades da internet como “bloggers” e “vloggers”. Essas personalidades da rede possuem grande número de seguidores e divulgaram de maneira massiva o evento. Com isso o evento inovador que pregava sustentabilidade foi bem aceito e ganhou muita popularidade. Além desses tipos já citados de marketing viral voltado para a divulgação do evento ocorreram também alguns flash mobs que tinham a intenção de promover o ideal de sustentabilidade através de ações instantâneas previamente organizadas. Um dos flash mobs que fez muito sucesso e teve grande adesão do público foi o “Dia mundial sem carro” que sugeria à população utilizar, ao menos por um dia, meios de transporte que não poluíssem nem se utilizassem de energias ditas “sujas”.




Apesar da grandeza e da nobreza do ideal pregado pelo evento, algumas falhas, por vezes consideradas graves e extremamente prejudiciais à imagem do evento, foram apontadas, principalmente em relação à edição de 2010. Na entrada muitas filas, dentro do evento tumulto para ter acesso aos banheiros e no que tange à alimentação a crítica foi unânime: preços altíssimos na comercialização dos alimentos que ali estavam sendo vendidos. Mas o fator crucial que fez com que o SWU recebesse críticas pesadas foi o ambiental: presentes nos dias do evento não pouparam palavras para reclamar do lixo espalhado por todos os cantos; os indivíduos mais engajados com os ideais de sustentabilidade reclamaram da quantidade grande de lixo produzida por lá. A organização rebateu afirmando que havia sido firmada uma parceria com uma cooperativa de reciclagem que recolhia todo o lixo do recinto e o destinava corretamente para um trato adequado. É fato que a maioria da propaganda lançada sobre a responsabilidade sócio-ambiental do evento não foi praticada, porém não se pode negar que o SWU foi muito mais sustentável do que todos os outros eventos de grande porte realizados no Brasil.

É notável a evolução do evento de um ano para o outro, muitas ações mais elaboradas que não ficaram limitadas ao espaço físico do evento foram concretizadas além de contar com realização de uma produção inovadora: a Gincana Impacto Zero. Essa gincana teve como objetivo promover o SWU, além de incentivar ações de preservação ambiental através da participação de universitários em um reality show exibido pelo canal Multishow. Esses universitários deveriam elaborar projetos sustentáveis e a melhor ideia ganharia o montante de R$500 mil para seu desenvolvimento. A coordenadora da competição Marcella Silveira afirma em site de notícias que “quando começamos a competição, não esperávamos encontrar tamanho engajamento de jovens com o tema sustentabilidade. Foi uma surpresa positiva, tanto que no próximo ano a gincana Impacto Zero está garantida”. Nessa edição, após quatro meses de “disputa” os vencedores foram estudantes da Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL com um projeto de um aerogerador sustentável, composto por pás de plástico obtidas a partir da reciclagem de garrafas PET.




Como era esperado o evento se comprometeu em divulgar um relatório sócio-ambiental para que os impactos causados por ele fossem avaliados pelos grupos de interesse e pela sociedade como um todo. O relatório sobre o festival de 2010, apesar da demora, foi divulgado e pode ser encontrado no site oficial do evento. Espera-se que o relatório de 2011 chegue rápido até o público e traga informações positivas sobre o balanço ambiental do evento. As grandes atrações musicais que se apresentaram em ambas as edições roubaram, sem sombra de dúvida, a cena, mas já é possível afirmar que o SWU é um grande evento e tem tudo para se “sustentabilizar” cada vez mais com o tempo. Cada passo que vai sendo dado rumo ao consumo consciente vai fazendo com que o festival, o país e o planeta cresçam, finalmente, com sustentabilidade. Começa com você, com seus amigos, sua família e todo mundo que tem vontade de viver em um mundo melhor.




Rodolfo Garcia
Diretoria de Comunicação.








Projeto InterRecicla

Neste ano os Jogos Interunesp chegaram a sua 11ª edição. Este tradicional evento universitário sempre foi marcado pela integração unespiana e o estímulo ao esporte dentro da universidade. O destaque desta edição, entretanto, foi a iniciativa de ação ambiental através do projeto Inter Recicla. O trabalho foi realizado pelos organizadores em parceria com a EJEAmb (Empresa Júnior de Engenharia Ambiental).

Essa parceria demonstra a tendência das competições e eventos universitários na realização de ações ambientais como a iniciativa do SWU (starts with you). A diretora Patricia Tracinkas, da Upper eventos, completa: “Recentemente tem aumentado a preocupação com a sustentabilidade e a procura por eventos que estejam em consonância com as políticas de sustentabilidade e responsabilidade social das empresas”.

No Interunesp o projeto Inter Recicla reuniu 35 pontos de coleta seletiva que foram posicionados nas praças esportivas, alojamentos e tenda. Materiais recicláveis como: latinhas, garrafas, copos descartáveis, plásticos, entre outros foram descartados em coletores fabricados pela EJEAmb. Esses coletores eram facilmente visíveis, pois foram confeccionados com material reciclável e estavam posicionados e identificados em pontos estratégicos.
A gestão dos resíduos ficou por conta da empresa júnior, que retirava o material dos coletores e destinava para uma cooperativa de Marília, gerando renda e contribuindo para a melhoria do meio ambiente da cidade. Desta forma o projeto compreendeu não apenas a parte ambiental, como também a parte social, gerando através do projeto um grande aumento na captação de material reciclável que pode ser revertido em benefícios e melhorias para a cooperativa.

É interessante ressaltarmos o pioneirismo dos jogos nesta questão ambiental. Sabemos também que o evento como um todo não é sustentável e têm muito a crescer neste sentido. Mas temos que valorizar também boas práticas e iniciativas que deram certo, como o projeto Inter Recicla. Esperamos também que estas ações não virem um modismo, e sim que os participantes e as pessoas que tiveram contato com projetos semelhantes entendam sua função social e ambiental.

A principal ação de um projeto como este é demonstrar aos participantes que eles podem contribuir com o meio ambiente nos eventos que participam e em outras ações, como a atitude simples no descarte do óleo de cozinha e a redução do consumo de água.


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O principal desafio de projetos como este está na mobilização do público que participa destas ações. Fazendo com que aquela iniciativa não se perca e vire mais uma atitude pontual sem produtividade. Estes eventos devem sim fornecer as estruturas para que os participantes possam contribuir com esta causa, como por exemplo, os coletores do Inter Recicla, mas os organizadores devem preocupar-se também na mensagem que estão deixando para aquele público e o quanto o projeto impactou e modificou a mentalidade dos participantes.


Ítalo Carvalho
Diretoria de Projetos

Você sabe o que irá acontecer hoje?

A tão aguardada combinação do calendário (11/11/11) com o relógio 11h11 tem intrigado milhares de pessoas pelo mundo todo há tempos. Um evento raro que se repetirá apenas daqui a um século.
As mais variadas mobilizações marcadas para o dia de hoje ganharam força através das redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut. Os grupos se reúnem para discutir e programar encontros com diversas propostas.
O dia 11/11/11 é envolto de muito mistério e especulações sobre o que irá acontecer. Alguns engenheiros siderais estabeleceram que hoje marca o início da transição para uma nova Era. Numerólogos e esotéricos acreditam que essa coincidência de números pode indicar a ocorrência de eventos incomuns. Outros acreditam que hoje tem início uma nova harmonia mundial marcada pela abertura de um portal para outra dimensão.
Alguns blogeiros apostam na áurea mística do “11”, associando a data aos ataques de 11 de setembro norteamericano.
Hoje se lembra, ainda, a profecia de São Malaquias, o qual previu que existiriam 112 papas antes do apocalipse bíblico, uma vez que Bento XVI é o 111º a ocupar o cargo.
Em comum, todos propõem encontros para celebrar a data, seja por meio de cerimônias, danças, manifestações, ocupações, flash mobs, oração, meditação, ou até mesmo através do silêncio. Os eventos acontecerão o dia inteiro, mundo afora, e que, devido ao fuso horário, já ocorreram em diversas partes do mundo. Na Austrália, por exemplo, quando os relógios marcavam 11h11 nasceu um bebê que imediatamente se tornou o centro das atenções da imprensa local e estrangeira. Ademais, os australianos consideram a data muito especial, pois se trata do aniversário do armistício da I Guerra Mundial (1914-1918) firmado às 11h do dia 11/11/1918, e homenageiam a memória dos soldados mortos no conflito. Eles lembram, portanto, que as novas gerações nascem num mundo moldado pelos sacrifícios desses soldados. Também hoje, em diversos países do mundo que participaram do conflito, faz-se um minuto de silêncio as 11h.
Essa manifestação silenciosa também é sugerida com outro objetivo: pelas vítimas da fome de todo o planeta.
Circula na internet o chamado “Protesto Global”, liderado por grupos denominados “Democracia Real Já” (Espanha), “Anonymous” (Diversas nações) e o “Ocupação de Wall Street” (EUA). O lema é “Ocupem as ruas, ocupem o mundo às 11:11:11 do dia 11/11/11” que se espalhou pelo globo com a ajuda das redes sociais. Em Londres, acontecerá a chamada Noite das Mil Máscaras Anonymous, em frente à catedral de Saint. Paul – ocupada há semanas por ativistas. Há uma proposta de ocupação online do site You Tube, cuja pretensão é a publicação em massa de vídeos dos protestos associados às manifestações.
No Brasil, grupos têm se organizado para mostrar solidariedade às ocupações que se iniciaram em 15 de outubro em várias capitais, como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro. Em Brasília, movimentos sociais, entidades civis e cidadãos programaram diversas ações com essa inspiração. Em geral o tema dos atos é a paz, como propõe o site http://the111111event.org: “What will you do?”.

Em Bauru, a proposta é um manifesto cultural a partir da ocupação do Parque Vitória Régia seguida de um mix de atividades culturais, como troca de livros, música, grafite, piquenique colaborativo e palestras.
E você, sabe o que irá acontecer hoje? Já se programou? Participe. MOBILIZE-SE. Faltam apenas alguns minutos.



Seguem alguns links de eventos organizados pelo Facebook.
Evento Mundial - 11.11.11 Occupy The Streets. Occupy The World.
https://www.facebook.com/event.php?eid=179186642163285

Evento Nacional - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo.
https://www.facebook.com/event.php?eid=125532647554958

Bauru/SP - 11.11.11 - Ocupe as Ruas. Ocupe o Mundo - Bauru
http://www.facebook.com/event.php?eid=214132585322799

Belo Horizonte/MG - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo. // Belo Horizonte - MG
https://www.facebook.com/event.php?eid=315236811824749

Brasília/DF - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo. // Brasília
http://www.facebook.com/event.php?eid=235765829815777

Curitiba/PR - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo..COM AMOR!! Viva la ReLOVucion!!
http://www.facebook.com/event.php?eid=239638342758204

Florianópolis - Indignados Floripa convocam: 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo.
https://www.facebook.com/event.php?eid=289715184383495

Goiânia/GO - Chamada Urgente 11.11.11 - Revolução Global (11/11/2011)
http://www.facebook.com/event.php?eid=142578259177698

Jundiaí - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo - Jundiaí - SP
https://www.facebook.com/event.php?eid=290167121005784

Natal/RN - Assembleia Popular Pela Democracia Real Já Em Natal
http://www.facebook.com/event.php?eid=166121263480204

Nova Friburgo/RJ - Nova Friburgo vai às ruas - Juntos somos fortes!
http://www.facebook.com/event.php?eid=238357832886815

Porto Alegre/RS - 11.11.11 OCUPA POA - Porto Alegre-RS
https://www.facebook.com/event.php?eid=195046663903407

Rio de Janeiro/RJ - 11.11.11 Ocupação Mundial (Cinelândia - Rio de Janeiro)
http://www.facebook.com/event.php?eid=111910212254406

São Carlos/SP - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo - São Carlos
http://www.facebook.com/event.php?eid=134908853279413

São Paulo/SP - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo - São Paulo
http://www.facebook.com/event.php?eid=270147923028712

Vitória/ES - 11.11.11 - Ocupe As Ruas. Ocupe O Mundo - Vitória
http://www.facebook.com/event.php?eid=242782322447022



Clara Luise
Diretoria de Comunicação

Consumo Consciente


No Brasil, desde 2009 o Governo Federal estabeleceu a data 15 de Outubro como o dia comemorativo do Consumo Consciente.
Sabe-se que a humanidade consome 25% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades fisiológicas.
Consumo consciente significa ganhar horas diárias, ser econômico, prestar mais atenção no seu dia-a-dia e pensar que cada produto tem uma história antes de chegar à sua mão, e essa história chama-se Cadeia Produtiva. O consumidor consciente tende a cobrar tudo a sua volta.
Seguem algumas dicas de como você pode exercer o consumo consciente e, assim, diminuir os impactos na nossa sociedade.

1- Sem desperdícios de alimento
Sabe-se que cerca de um terço da comida que compramos vai para o lixo. Mas, se você comprar apenas o necessário, pode ter certeza que estará economizando muito. Confira sempre a data de validade dos alimentos, sempre que for congelá-los o faça em porções individuais para que quando for usá-los nada seja desperdiçado, use a criatividade para criar receitas com alimentos que você julga não servirem mais ao consumo, como as cascas das frutas e legumes.

2- Reutilize óleo de frituras
Você sabia que 1 litro de óleo doméstico já utilizado é capaz de poluir 1.000.000 litros de água? Por isso reutilize o máximo que puder o óleo, e quando for jogar fora procure postos específicos de coleta que darão o destino adequado a ele.

3- Concerte
Antes de se precipitar e jogar fora o produto, confira se não há conserto. Assim você economiza dinheiro e não acumula entulho.

4- Coleta
Em casa, separe o lixo reciclável do lixo orgânico.

5– No supermercado
Antes de sair de casa para fazer compras, faça uma listinha do que precisa. Assim, você evitará comprar o que não necessita e economiza nas despesas.

6- Menos gasto
Na hora de comprar eletrodomésticos prefira modelos que levam o Selo Procel, concedido pelo o Ministério de Minas e Energia em parceria com o INMETRO. Este selo indica os eletrodomésticos com menor consumo de energia.

7- Carteira limpa
Quando efetuar uma compra com o cartão de crédito, ao invés de solicitar a segunda via disponibilizada pela maquininha, cancele a emissão. Afinal, elas não têm grande utilidade, além de se proliferarem na carteira.

8– Sacolas
Você é compulsivo por sacolas plásticas? Está na hora de mudar esse conceito. Sempre que for ao supermercado troque as sacolas pelas caixas de papelão que são recicláveis, ou então, leve a sua própria sacola ecológica.

9- Consumo colaborativo
Já pensou em pegar emprestado ao invés de comprar?? Nem tudo o que você compra é necessário. Antes de adquirir um produto novo, analise a possibilidade de pegar emprestado de algum amigo ou familiar. Assim, você diminuirá consumo e gastos.

10- Feche a torneira
Uma torneira pingando consome mais água do que você imagina. Sempre confira se elas estão bem fechadas. Acho que seria interessante acrescentar o quanto gasta uma torneira pingando por “x” tempo.

11- De olho na descarga!
Algumas descargas chegam a consumir 15 litros de água de uma só vez. Então vale a pena diminuir o tempo de acionamento quando for dar descarga, ou substitua as descargas de válvulas pelas de caixa, o que pode economizar até 40%.

12 - Acumule menos louça
Você adora pegar um copo novo toda vez que vai beber água, ou então deixar a louça acumular na pia até transbordar? Isso faz com que você gaste muito mais água quando for lavar tudo. A solução? Controlar-se ao usar sempre algo limpo.

13- Ao natural
Evite descongelar alimentos no microondas. Retire o alimento congelado sempre com antecedência. Assim haverá menos gasto de energia pelo uso deste eletrodoméstico.

14- Medidas simples
Evite colocar a geladeira perto do fogão ou em áreas expostas ao sol. O calor faz com que o equipamento consuma mais energia no resfriamento. Também não é uma boa idéia colocar roupa para secar atrás do aparelho. Outra dica é regular o termostato do refrigerador, pois quando o tempo está mais frio, a temperatura interna do aparelho não precisa ser tão baixa quanto no verão.

15- Ligue a tomada na hora certa
Estima-se que cerca de 15% da conta de energia de uma casa vem do consumo de aparelhos em stand-by. Para economizar ligue o aparelho apenas na hora do uso, evitando deixá-lo constantemente ligado direto na tomada.

16- Ar condicionado: amenize o uso
Evite usá-lo por muitas horas seguidas. O uso ininterrupto muitas vezes é apenas um hábito que pode ser mudado sem grandes esforços.

Vinicius Ferreira
Diretoria Administrativa

Economia a favor do meio ambiente

O início da reciclagem no Brasil não possui uma data bem definida. Alguns relatos demonstram que foi por volta da década de 50, com os “garrafeiros”, descendentes de espanhóis que recolhiam garrafas de vidro para serem reutilizadas. Alguns dados mais concretos datam de 1985; nesta época, moradores da cidade de Niterói iniciaram um processo de separação e destinação correta para o lixo, apoiados também pela Universidade Federal Fluminense e uma entidade do governo alemão. Já em 1989 houve uma das principais campanhas de conscientização e reciclagem do lixo. Tendo início em Curitiba, a campanha denominada “Lixo Que Não É Lixo" tinha ações de educação ambiental nas escolas e a confecção de materiais adequados para a coleta seletiva.

Várias outras iniciativas foram nascendo pelo país a partir da década de 90. Elas demonstravam a importância e a necessidade da reciclagem de materiais no Brasil. A maioria dos projetos foi iniciado pelo caráter financeiro - a geração de renda e o aumento do lucro deste tipo de serviço. Em um segundo momento, algumas associações e entidades sem fins lucrativos perceberam a importância social, política e ambiental desta ação, aumentando assim a quantidade de projetos e iniciativas sociais no setor. Apesar do constante crescimento deste cenário, acompanhamos de fato um processo lento de reformulação e profissionalização da reciclagem no país. Este fato é evidenciado pela falta de estrutura da grande maioria das cidades brasileiras, que ainda lidam com o lixo de uma forma rudimentar e pouco produtiva. Esta situação ainda está sendo tratada apenas como um fator de geração de renda para comunidades carentes, dificultando a profissionalização deste setor.

Infelizmente neste cenário, sem grandes incentivos privados, a situação mudaria pouco. Nestes últimos anos, verificamos com otimismo, o início da mudança deste panorama. Fatores que foram impulsionados principalmente por questões econômicas, viabilizando assim o desenvolvimento do processo de reciclagem em todo país. O valor do alumínio, por exemplo, está cada vez mais caro, e o Brasil esta importando e produzindo menos deste metal. E qual a alternativa? A reciclagem, é claro! Com a profissionalização e o aprimoramento das técnicas de reutilização de materiais, a reciclagem se tornou barata e muito mais viável do que a importação e a extração mineral.

Desta forma, por questões financeiras, ganharemos nestes próximos anos um incremento na indústria de materiais recicláveis. É a economia agindo ao nosso favor. Com o crescimento deste setor, poderemos estimular e profissionalizar certas cooperativas e catadores, pois com a valorização da reciclagem, a tendência é que os produtos também sejam mais valorizados. Todo este otimismo do setor contribuirá também para o aumento da renda de cooperados e catadores. É claro que isto não vai resolver o problema destas famílias, que passam por situações de extrema pobreza. Porém, é um estimulo para que programas de ONGs e associações sem fins lucrativos consigam desenvolver com mais facilidade projetos de inserção social, profissionalização e educação ambiental para estes trabalhadores.

A boa notícia também é que a reciclagem está sendo encarada não como concorrente das empresas que produzem certo tipo de material. Com o mercado brasileiro aquecido, existe espaço para todos, e as empresas têm a consciência que o material reciclável possui prazo de validade e não poder ser reaproveitado por muito tempo, como relata o professor Tácio Mauro Campos: “Existe um tempo para usar os materiais reciclados, não é perpétuo. No caso do papel, a fibra perde a qualidade e vira lixo mesmo. Nunca ouvi casos de boicote para fazer reciclagem, pelo contrário, as empresas também ganham com essa atitude”.

Dessa forma, com o aumento do apoio de empresas privadas devido ao crescimento da economia, e também pela valorização do setor através de entidades públicas, constatamos de forma sólida o crescimento da profissionalização da reciclagem no país. Estes fatores contribuem também para a superação do relativo período que passamos de “moda verde” para um período de consolidação do setor de reciclagem. Este cenário também promove a reafirmação destes trabalhadores como profissão estratégica na economia e no crescimento do país, transpondo a idéia ultrapassada de que o setor serve apenas para que moradores de rua ou desempregados tenham alguma renda.

Ítalo de Pádua
Diretoria de Projetos

Liberdade de expressão confirmada por lei

O Brasil, em seu processo democrático, passou por muitas mudanças com relação à sua constituição e seus artigos. Um dos artigos mais modificados foi o que outorgava sobre a liberdade de expressão. Entre censuras e limitações, na Constituição de 1988 foi promulgado o seguinte:

Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Ao longo desses anos fomos desenvolvendo esse direito e principalmente lutando por ele. No atual cenário brasileiro, já podemos discutir sobre a aplicação desse direito de maneira efetiva. A principal manifestação disso é o interesse da população em obter informações dos outros indivíduos e organizações em sua volta. Com isso, alguns conceitos estão sendo construídos, como por exemplo: consumo consciente, transparência organizacional e até transparência governamental.

Infelizmente grande parte da população ainda não conhece seus próprios direitos. Como alguém poderá desenvolver e aplicar um direito se ao menos o conhece? É simples compreender que por parte dos governantes não é interessante que muitas pessoas cobrem transparência. Entretanto, muitos grupos trabalham tanto com a fiscalização do governo como com a conscientização da população. Alguns exemplos são:



A AMARRIBO BRASIL é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, que combate a corrupção, atua na promoção da cultura da probidade, na fiscalização de gastos públicos, na organização, educação e mobilização da sociedade civil, na defesa dos seus direitos constitucionais.
A Bauru Transparente - BATRA - é uma Organização não Governamental, que tem como missão combater a corrupção através do monitoramento do poder público e incentivar participação e o desenvolvimento da cidadania nos bauruenses e na sociedade em geral.

A Marília Transparente – MATRA – é uma Organização Não Governamental sem fins lucrativos e político-partidários, que visa transparência na gestão pública. Procura avançar na articulação com a sociedade organizada e as autoridades constituídas, visando uma ação efetiva, apresentando propostas para melhorar a qualidade de vida de nossa população.

A ARTIGO 19 é uma organização não governamental de direitos humanos que trabalha na promoção e defesa da liberdade de expressão e do acesso à informação.


E agora, felizmente, no dia 25 de outubro de 2011 o Senado aprovou o projeto de lei de acesso à informação, após oito anos da primeira proposta ter sido apresentada ao Congresso Nacional. A nova lei “obriga” o governo a divulgar proativamente informações de interesse público e a responder pedidos de informação. A lei ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

Temos, então, a oportunidade de intensificar o movimento de cobrança ao governo e de conscientizar a população, principalmente por estarmos com a lei ao nosso lado. A manutenção da democracia no Brasil nunca contou tanto com a força da população. A preocupação em ter um país honesto passa agora, mais do que nunca, por nossas mãos.

E você? Está fazendo algo?

Renan França
Diretoria de Comunicação

Esportes Sustentáveis x Sustentabilidade Esportiva

Diante da atual situação econômica e ambiental que muitos países vivem, o conceito da sustentabilidade tem chamado a atenção de críticos ambientalistas, ONG´s e sociedade civil. O termo sustentabilidade pode ser entendido, em sua essência, como “um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e às aspirações humanas" (Revista Banas Qualidade, Outubro, 2008).

No Brasil, a sustentabilidade tem ganhado espaço para discussão nas mídias sob uma modalidade diferente, o esporte. Diante disso, o conceito aparece sob duas formas diferentes; os chamados esportes sustentáveis e sustentabilidade esportiva.

A sustentabilidade foi definida como um dos pilares para a Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá no Brasil. Para tanto, o governo brasileiro, através do Ministério do Esporte e em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), deram o pontapé inicial para discutir as iniciativas e projetos voltados para o legado ambiental que o evento trará ao Brasil, de modo a promover uma “Copa Sustentável”.

Copa Verde : Estádios brasileiros deverão obedecer as regras de sustentabilidade

Além disso, outras iniciativas serão criadas em paralelo ao plano das arenas esportivas sustentáveis. Através dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Turismo será lançada uma campanha nacional de mobilização dos setores agrícolas, voltado para a produção orgânica e produtos sustentáveis. A ideia é que os produtores tenham prioridade no fornecimento desses produtos para todo o evento, desde hotéis, bares e restaurantes, até as próprias delegações esportivas.

Outro ponto está na questão da estruturação da coleta seletiva das cidades-sedes, erradicando assim os lixões. O BNDES( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) disponibilizará uma linha de crédito para esses municípios condicionando a inclusão dos catadores de materiais recicláveis nos negócios de reciclagem, com o objetivo de minimizar a geração de resíduos nos jogos.

Com isso, acredita-se que o sentimento e a paixão pelo futebol motivado pelos eventos esportivos, como a Copa do Mundo, serão ideais para transmitir informações e chamar a atenção dos torcedores para a questão de sustentabilidade.

Já no foco dos esportes sustentáveis, as pessoas estão começando a descobrir as riquezas naturais e migrar de vez para a prática esportiva natural. Exemplos disso é o crescente número de praticantes de Surf, Skate, Kitesurf, Windsurf, Rafting, Snowboard, Corrida de Aventura, Mountain Bike, Caminhada em Trilhas e Mergulho, nos últimos anos. Esses esportes permitem a integração do homem com a natureza e promovem uma reeducação ambiental, fruto do resgate da percepção humana com o meio ambiente.

Nos Estados Unidos, em específico na Califórnia, o tema da sustentabilidade está pautado na confecção das pranchas de madeiras, as chamadas Green Foam Boards, já que a prática do surf é comum neste Estado. Segundo seus criadores, Joey Santley e Steve Cox, o projeto surgiu em 2008 - após um mês de pesquisas a metodologia foi aceita pela empresa Just Foam. A prancha é feita a base de poliuretano reciclado, fruto do reaproveitamento de restos de blocos de espuma antigos, transformados em novos blocos de alta qualidade, frutos de uma moderna tecnologia empregada no processo. Dessa forma, os criadores conseguiram empregar na cadeia produtiva de materiais esportivos métodos sustentáveis, deixando-os orgulhosos por contribuir com o meio ambiente.


Green Foam Boards - Pranchas Sustentáveis


No Brasil, a iniciativa dos esportes sustentáveis também tem girado em torno da produção de pranchas de surf de madeira, chamadas de agave, uma espécie encontrada no litoral nordestino brasileiro, do qual seu ciclo reprodutivo não gera desmatamento para a obtenção de matéria prima. Esse processo contribui para a qualidade ambiental dos ecossistemas brasileiros, que além de gerar oportunidades de empregos para a população que depende dos crescentes mercados de pranchas de madeira como fonte de renda, atende às expectativas dos esportistas da natureza que contribuem para o fortalecimento do conceito de esporte sustentável.


Em Brotas, no interior de São Paulo, o desenvolvimento da prática do esporte sustentável está atrelada à palestras de educação ambiental, confecção de produtos como mapas de garrafa pet, plantio de árvores por crianças, e uso de squeezes plásticos em substituição aos copos de mesmo material. Os esportes praticados variam do remo em rios à caminhadas ecológicas, ou seja, esportes que exigem a sustentabilidade como meio de existência. Para mais informações, contate o adventurecamp e tire suas dúvidas.


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Independente da escolha, as duas opções citadas no texto objetivam preservar o ambiente em que vivemos. E então, vamos nos mexer?

Carlos Henrique Fuzatti
Diretoria de Comunicação

Energia limpa no Brasil




O avanço, por vezes desenfreado da tecnologia somado à ganância dos industriários e das grandes empresas por maior produção sem pensar nas conseqüências para o meio ambiente só vem crescendo à medida que o tempo passa.

A energia mundial é em sua maioria gerada por fontes tradicionais de combustíveis fósseis não renováveis tais como petróleo, gás natural e carvão mineral que poluem e provavelmente, em um futuro próximo devem ser substituídos por fontes limpas de energia. Essa extração de energias renováveis e limpas que englobam fontes como biomassa, solar e eólica é a saída para mantermos a produção mundial sem prejudicar tanto o meio ambiente. Devemos atentar para esses tipos alternativos de extração e relacionar-se com a natureza de maneira a preservá-la, entendendo o funcionamento e o baixo custo desse tipo limpo de energia que além de causar menores danos ao planeta possui eficiência comprovada.

Segundo a ONU, atualmente menos de 40% da população mundial não tem acesso a formas limpas de geração de energia. Segundo os especialistas da Organização das Nações Unidas três bilhões de pessoas no mundo dependem de modelos energéticos “sujos” como madeira e carvão para suprir suas necessidades e afirmam que a única saída para salvar a natureza seria uma revolução nos moldes de extração de energia, a criação de uma energia universalizada que fosse limpa e sustentável.

http://www.youtube.com/watch?v=oVacQUTKkas

No Brasil, temos o seguinte quadro: o potencial para a adoção desse tipo de energia “nova” é gigantesco dado o enorme território nacional junto às favoráveis condições climáticas. Porém o investimento em instalação desses novos modelos de se extrair energia vem sendo pequeno no nosso país. Nossa esperança é a pesquisa que vem sendo desenvolvida por estudiosos brasileiros: eles vêm empregando seus esforços no que diz respeito à extração de energias com fontes limpas e renováveis como, por exemplo, a utilização da mamona para a produção do biodiesel, uma grande promessa para o futuro que gera pouca poluição e seria uma alternativa bastante viável em uma eventual crise do petróleo.

Com o governo apoiando a sociedade – incentivada pelas permutas oferecidas pelo crescente potencial brasileiro em economia solidária – podemos atingir níveis consideráveis em eficiência na extração e, principalmente na re-utilização de energias alternativas. É um rumo onde nosso país pode visar novos horizontes com grandes chances de se consumar como um dos países que mais aproveitam energia sem destruir o meio ambiente.


Rodolfo Garcia

Grupo AGR


Limpa Brasil- Let’s do it

Você já ouviu falar do movimento Limpa Brasil? Acontecendo atualmente em todo território brasileiro, este movimento visa despertar a responsabilidade individual e ajudar o cidadão brasileiro a refletir sobre seus hábitos quanto à questão da produção de lixo. Baseando-se na ação social que aconteceu na Estônia em 2008, o “Let’s do it Estônia” recolheu 10.000 toneladas de lixo no país inteiro em 24 horas com a colaboração de 50.000 voluntários, que viraram “catadores por um dia”.

O Brasil, sendo o quarto maior produtor mundial de resíduos, encontrou nesta campanha uma grande oportunidade de mobilização social e aderiu ao movimento. “A campanha Limpa Brasil Let’s Do It!” tem por princípio conscientizar os cidadãos sobre a destinação correta do lixo e organizar mutirões de limpeza em cidades brasileiras. O primeiro passo é atingir o interesse das pessoas e das organizações sobre como é possível modificar a realidade das cidades sobre o lixo, apenas com a ação individual. Conquistar as instituições e o povo por meio de um objetivo comum: limpar as cidades e mudar a atitude da população.

Contando com 14 das maiores cidades do país, a campanha “Limpa Brasil” realizará mutirões de limpeza em diversas datas, onde qualquer indivíduo poderá aderir à ação social e colaborar para um Brasil mais limpo e consciente. Para isto, basta inscrever-se no site e virar um agente ou participante da ação. O primeiro movimento foi efetuado no Rio de Janeiro, no dia 5 de junho, em conjunto com a comemoração da Semana Mundial do Meio Ambiente.

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Hoje em dia, onde a limpeza urbana e a eficiência na gestão de resíduos sólidos são desafios cada vez mais importantes não só para o Brasil, mas também para o mundo, não podemos simplesmente adotar um olhar passivo e esperar uma medida. A união de esforços entre a sociedade e o poder público, nesse caso, é essencial.

Não podemos esquecer também, que a mobilização começa conosco. A participação de cada um não deve ser lembrada somente em momentos de multirão social, mas sim todos os dias, pois é através de pequenas ações no nosso cotidiano que podemos melhorar e reverter essa crítica situação do meio ambiente. Esse primeiro passo começa com atitudes em casa como a separação do lixo domiciliar e a economia de energia e água.Esse mutirão tem um papel fundamental de estimular os brasileiros sobre a importância da reciclagem e destino do lixo.Este projeto pretende formar mobilizadores que propagarão esta atitude, e movimentarão novos grupos, gerando produtividade para a campanha e mudanças significativas no meio ambiente.

E você, está pronto para essa ação? Limpa Brasil- Let’s do it!


Para mais informações acessem: www.limpabrasil.com


Kely Val

Grupo AGR


Caso Belo Monte: Pontos ápices


O mês de setembro, especialmente, revelou notícias e discursos importantes, no que diz respeito à construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. As construções no Rio Xingu (PA) começaram nesse segundo semestre. Em pouco tempo ficaram evidentes seus aspectos positivos e negativos não só para a população local, como também para toda a área florestal que envolve a região.

Trata-se de uma questão política que envolve aspectos ambientais e sociais. Vê-se claramente, hoje, que o início das obras na região não veio acompanhado de políticas públicas que fossem capazes de atender a população e os problemas que enfrentam diariamente. Uma obra com previsão orçamentária para R$ 20 bilhões (dados do Instituto Socioambiental brasileiro) deveria ter, obrigatoriamente, um acompanhamento do Estado. Porém, o ato da aprovação da construção, no início de 2010 já provava o contrário, segundo o especial Belo Monte, realizado pelo Instituto Socioambiental brasileiro:

Ministério do Meio Ambiente libera Belo Monte sem conhecer os impactos da obra. A licença ambiental para a construção da usina, publicada no dia 1º de fevereiro de 2010, demonstra que questões centrais para avaliar o impacto da obra ainda não estão esclarecidas. Parecer Técnico do Ibama, do final de novembro de 2009 e que não foi disponibilizado na internet, denuncia pressão política da Presidência da República para liberar a obra e indica que os estudos, superficiais, não conseguem prever o que acontecerá com os peixes....e, consequentemente com as pessoas que deles sobrevivem, sobretudo as comunidades indígenas ribeirinhas.

Mas, como a questão econômica sempre tem maior relevância que pontos sociais para o governo, devem-se apontar as novidades desse setor. Na semana passada foi lançada a segunda edição da revista do Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu). A cerimônia de lançamento, que teve divulgação massiva nas mídias, contou com a presença de diversos setores da sociedade civil ao abordarem o tema/titulo da edição “Uma usina de oportunidades”- a discussão pautou-se na construção, nas ações dos empreendedores, nos caminhos para o desenvolvimento regional (espaço de Altamira, pólo regional). Mas ninguém sequer lembrou-se dos lados negativos? Nessa mesma Altamira os casos de violência são frequentes e indignam a sociedade local que vive na zona de ‘perigo’. Em um final de semana do mês passado o saldo foi: onze taxistas presos, um menino morto, uma delegacia invadida e um homem sem orelha. Esse é o significado de uma região que não está pronta para esse crescimento.

E assim prossegue o caso. Belo Monte continua suas obras; o governo se preocupa com o crescimento da economia regional; a criminalidade aumenta, devido à ausência de políticas públicas locais; os indígenas perdem seus espaços para as construções; e a presidente atual do país declara em seu discurso à Assembléia Geral das Nações Unidas que deseja um assento no Conselho de Segurança, mas ignora uma solicitação de outro organismo internacional, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), para que interrompa a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte até que os indígenas sejam devidamente ouvidos. É, os pontos ápices da causa ultrapassam limites!

Mariah Lima

Diretoria de Projetos

Ética profissional e combate à corrupção

Na semana passada foi realizada na UNESP - Bauru a IX Semana de Arquitetura, tendo como fio condutor os “Desafios da Arquitetura”. Dentre os diversos assuntos abordados nos cinco dias de palestras e oficinas, a mesa de encerramento trouxe como tema a Formação e Ética Profissional, levando os alunos a refletirem sobre o seu papel na sociedade e sua responsabilidade na tomada de decisões.

O Grupo AGR esteve presente neste último dia de evento, 23 de setembro, marcando presença mais uma vez em eventos acadêmicos da Unesp. Representei o Grupo na mesa de discussões junto da Profª. Anália Maria Marinho, da Universidade de São Paulo (USP) e da presidente do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) São Paulo, Rosana Ferrari. O convite para nossa participação foi feito através da Amarribo Jr., grupo inspirado na OSCIP AMARRIBO Brasil (Amigos Associados de Ribeirão Bonito) e fundado em 2003. Formada por adolescentes e jovens, o objetivo da AMARRIBO Júnior é envolver outros jovens como sujeitos de direitos e formá-los para acompanhar e incidir nas políticas públicas. Dentro deste panorama, o enfoque dado na apresentação foram as ações possíveis de serem realizadas no combate a corrupção, na mobilização social e na postura ética.

No início apresentou-se a OSCIP AMARRIBO, sua representação da transparência internacional no Brasil e seu vasto trabalho anticorrupção realizado. O AGR inseriu-se nesse universo através da ONG BATRA (Bauru Transparente), uma vez que pudemos participar das ações da Rede Coletivo Ativista, que mobiliza novos grupos de jovens para participação social.

Corrupção


“A corrupção é um dos grandes males que afetam o poder público, principalmente o municipal. Ela também pode ser apontada como umas das causas decisivas da carência e da pobreza nas cidades, dos estados e do país” (p.19 – cartilha AMARRIBO)

Saber o que é a corrupção não é difícil, porém, são poucas as vezes que paramos para refletir sobre suas conseqüências e estragos na sociedade. A corrupção compromete a vida de gerações futuras e atuais, prejudicando serviços urbanos, trazendo carência de recursos para obras públicas, afetando a qualidade da educação e da assistência a estudantes, subtraindo verba da saúde e condenando a nação ao subdesenvolvimento econômico.

Porém, nesta hora surge a dúvida, e o que eu tenho a ver com isso? Qual o meu papel como cidadão? É importante ressaltar que a cidadania é exercida uma vez que os indivíduos participam da vida comunitária, lutando para modificar a ordem social em cooperação com os demais. A construção do público é feita através da cidadania, da democracia e da participação. Para Bernardo Toro “A sociedade se torna coesa e se projeta quando é capaz de entender quais são os desafios que se deve superar coletivamente”. Para tanto, nós devemos agir como atores sociais através da organização da sociedade civil, seja através de grupos, de ONGs, de conselhos, entre outros. Assim nós teremos mais força para lutar pela justiça social e pela garantia dos direitos humanos.

Nosso papel está em fiscalizar o poder público e em manter uma postura ética em nossa vida pessoal e profissional. Em muitas situações, o poder não está somente nas mãos dos governantes, mas também em nossas escolhas – afinal, não há corrupção sem corrompido. A tolerância, omissão e ineficiência levam o país ao mesmo fim: irresponsabilidade e descaso do poder público, causando muitas vezes tragédias anunciadas.

Os exemplos aparecem todos os dias nos noticiários: deslizamentos de encostas ligados à ocupações irregulares, desmatamento ilegal baseado em interesses econômicos, além de outros escândalos que causam a ineficiência da máquina pública.

A sociedade brasileira necessita de um maior envolvimento dos cidadãos na discussão, proposição e adoção de medidas que lutem contra a corrupção, ou então esse mal continuará devastando nossa vida social e a integridade de nossas instituições. Nosso Grupo, em conjunto com a BATRA, procura atuar nessa vertente, lutando pelos nossos sonhos para nossa cidade e para o nosso país, seja com ações práticas ou conscientizando outros grupos de sua importância social. E você, está fazendo sua parte?

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“Aonde estão os homens que têm o dever, e a obrigação de fazer, mudar essa realidade? Aonde estão? Eu sei que ainda existe alguém, honesto, honrado e de bem que ama o Brasil de verdade”

Taís Machado

Diretoria de Comunicação