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Ética profissional e combate à corrupção

Na semana passada foi realizada na UNESP - Bauru a IX Semana de Arquitetura, tendo como fio condutor os “Desafios da Arquitetura”. Dentre os diversos assuntos abordados nos cinco dias de palestras e oficinas, a mesa de encerramento trouxe como tema a Formação e Ética Profissional, levando os alunos a refletirem sobre o seu papel na sociedade e sua responsabilidade na tomada de decisões.

O Grupo AGR esteve presente neste último dia de evento, 23 de setembro, marcando presença mais uma vez em eventos acadêmicos da Unesp. Representei o Grupo na mesa de discussões junto da Profª. Anália Maria Marinho, da Universidade de São Paulo (USP) e da presidente do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) São Paulo, Rosana Ferrari. O convite para nossa participação foi feito através da Amarribo Jr., grupo inspirado na OSCIP AMARRIBO Brasil (Amigos Associados de Ribeirão Bonito) e fundado em 2003. Formada por adolescentes e jovens, o objetivo da AMARRIBO Júnior é envolver outros jovens como sujeitos de direitos e formá-los para acompanhar e incidir nas políticas públicas. Dentro deste panorama, o enfoque dado na apresentação foram as ações possíveis de serem realizadas no combate a corrupção, na mobilização social e na postura ética.

No início apresentou-se a OSCIP AMARRIBO, sua representação da transparência internacional no Brasil e seu vasto trabalho anticorrupção realizado. O AGR inseriu-se nesse universo através da ONG BATRA (Bauru Transparente), uma vez que pudemos participar das ações da Rede Coletivo Ativista, que mobiliza novos grupos de jovens para participação social.

Corrupção


“A corrupção é um dos grandes males que afetam o poder público, principalmente o municipal. Ela também pode ser apontada como umas das causas decisivas da carência e da pobreza nas cidades, dos estados e do país” (p.19 – cartilha AMARRIBO)

Saber o que é a corrupção não é difícil, porém, são poucas as vezes que paramos para refletir sobre suas conseqüências e estragos na sociedade. A corrupção compromete a vida de gerações futuras e atuais, prejudicando serviços urbanos, trazendo carência de recursos para obras públicas, afetando a qualidade da educação e da assistência a estudantes, subtraindo verba da saúde e condenando a nação ao subdesenvolvimento econômico.

Porém, nesta hora surge a dúvida, e o que eu tenho a ver com isso? Qual o meu papel como cidadão? É importante ressaltar que a cidadania é exercida uma vez que os indivíduos participam da vida comunitária, lutando para modificar a ordem social em cooperação com os demais. A construção do público é feita através da cidadania, da democracia e da participação. Para Bernardo Toro “A sociedade se torna coesa e se projeta quando é capaz de entender quais são os desafios que se deve superar coletivamente”. Para tanto, nós devemos agir como atores sociais através da organização da sociedade civil, seja através de grupos, de ONGs, de conselhos, entre outros. Assim nós teremos mais força para lutar pela justiça social e pela garantia dos direitos humanos.

Nosso papel está em fiscalizar o poder público e em manter uma postura ética em nossa vida pessoal e profissional. Em muitas situações, o poder não está somente nas mãos dos governantes, mas também em nossas escolhas – afinal, não há corrupção sem corrompido. A tolerância, omissão e ineficiência levam o país ao mesmo fim: irresponsabilidade e descaso do poder público, causando muitas vezes tragédias anunciadas.

Os exemplos aparecem todos os dias nos noticiários: deslizamentos de encostas ligados à ocupações irregulares, desmatamento ilegal baseado em interesses econômicos, além de outros escândalos que causam a ineficiência da máquina pública.

A sociedade brasileira necessita de um maior envolvimento dos cidadãos na discussão, proposição e adoção de medidas que lutem contra a corrupção, ou então esse mal continuará devastando nossa vida social e a integridade de nossas instituições. Nosso Grupo, em conjunto com a BATRA, procura atuar nessa vertente, lutando pelos nossos sonhos para nossa cidade e para o nosso país, seja com ações práticas ou conscientizando outros grupos de sua importância social. E você, está fazendo sua parte?


“Aonde estão os homens que têm o dever, e a obrigação de fazer, mudar essa realidade? Aonde estão? Eu sei que ainda existe alguém, honesto, honrado e de bem que ama o Brasil de verdade”

Taís Machado

Diretoria de Comunicação

III Encontro Coletivo Ativista



Nos últimos dias 20 e 21 de maio, o Grupo AGR participou do 3º e último encontro do coletivo ativista em Ribeirão Bonito, com o tema “Orçamento Público, Comunicação e Mobilização Social e Estratégias de Incidência”. O projeto que teve início em dezembro de 2010 foi estabelecido com o intuito de realizar a mobilização e formação de jovens para incidência política em suas cidades. Os desenvolvedores do coletivo são: Amarribo Júnior, Rede "Sou de Atitude" e Oficina de Imagens, apoiados pela Fundação AVINA.

Reunindo jovens das cidades de Analândia, Águas da Prata, Marília, Ribeirão Bonito e Bauru, o último encontro do projeto fechou um ciclo de etapas para mobilização social. No total das três etapas, foram estudados conceitos sobre a construção da democracia participativa no Brasil, as juventudes no processo histórico, a implementação de políticas públicas, o funcionamento do Estado brasileiro, estratégias de monitoramento político, orçamento público, comunicação para mobilização social, formas de incidência, entre outros.

O primeiro dia do encontro iniciou com uma memória dos encontros anteriores feita pela Nicole Verillo, presidente da AMARRIBO Junior. O diretor executivo da AMARRIBO, Guilherme Haehling, fez também uma contextualização do cenário nacional e internacional da AMARRIBO. Em um segundo momento, foram ministradas as palestras de Marcelo Nerlin (Profº Drº do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP) e Duque Dantas (Coordenador-Geral de Auditorias Especiais da CGU).

Nerlin falou sobre soberania popular e gastos públicos, trazendo reflexões profundas sobre nosso papel como cidadãos e do que nos unifica como nação: a constituição brasileira. Ele conseguiu deixar todos inquietos e com a expectativa de que podemos mudar nosso país. “O Estado não dá conta de tudo. Sou entusiasta do 3º Setor, a sociedade civil precisa se organizar”, frisa. Já Duque Dantas ensinou-nos sobre Ciclo Orçamentário, detalhando as possibilidades de incidências em suas leis (PPA, LDO e LOA) e do controle das ações governamentais através das mesmas.

No segundo dia Arthur Massuda, da ONG artigo 19, falou sobre participação social e direito à informação e Rafael Lira, Secretário da Juventude Batista do estado de SP, trouxe uma reflexão para os participantes sobre Comunicação, mobilização social e webcidadania. Pedro Sérgio Ronco, membro da AMARRIBO, também falou da importância da comunicação para mobilização social.

Para fechar o encontro, foi realizada uma plenária para cada grupo apresentar os planos de incidência que estão sendo realizados em suas cidades. Com certeza, um dos momentos mais enriquecedores e emocionantes do encontro! Ver as sementes que estão sendo plantadas em Analândia, Águas da Prata, Marília, Ribeirão Bonito e Bauru foi motivador para fazer com que nós, Grupo AGR e demais jovens presentes, pudéssemos ter cada vez mais força para lutar por uma sociedade melhor. Os monitoramentos apresentados por cada grupo, abrangendo as áreas de turismo, saúde, meio ambiente, cultura, esporte e lazer, demonstraram que é possível fazer a diferença pelas nossas cidades e país. Este pode ter sido nosso último encontro como coletivo ativista, mas com certeza não de nosso trabalho - daqui pra frente aguardaremos os frutos desta mobilização!

Quer saber mais? Confira como foi o 1º Encontro do Coletivo Ativista, em dezembro de 2010, e o 2º Encontro, em Fevereiro de 2011.


Taís Machado
Diretoria de comunicação