
Consocial - por uma sociedade mais justa e democrática

Dia Internacional contra a Corrupção

Em uma mensagem oficial publicada hoje pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ele afirmou:
“Quando os fundos essenciais para o desenvolvimento são roubados por indivíduos e instituições corruptos, são os mais pobres e vulneráveis que são roubados de oportunidades de educação, cuidados de saúde e outros serviços essenciais.”
A partir de sua fala, é possível traduzir grande parte dos males que a corrupção traz para nossa sociedade, uma vez que pode ser apontada como uma das causas decisivas da pobreza no país. A corrupção compromete a nossa realidade e das gerações futuras sendo, portanto, fundamental o seu combate.

A idéia partiu de um Promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina - Affonso Ghizzo Neto – e foi lançada em âmbito estadual em 27 de agosto de 2004, com o objetivo de conscientizar toda a sociedade, especialmente crianças e adolescentes, sobre o valor da honestidade e transparência das atitudes do cidadão comum, destacando atos rotineiros que contribuem para a formação do caráter.
Foi então que em 2008, iniciou-se a nacionalização da campanha. Isso só foi possível com o apoio efetivo do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), ganhando força com o ato nº 001/2008 do CNPG, que determinava a institucionalização da campanha no âmbito dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal. O lançamento nacional oficial ocorreu em Brasília no dia 16 de março de 2008.
No site oficial da campanha, pode ser encontrado o texto:
“A corrupção é um mal que afeta toda a sociedade, pois arruína a prestação dos serviços públicos e o desenvolvimento social e econômico dos países, corrói a dignidade dos cidadãos, deteriora o convívio social e compromete a vida das gerações atuais e futuras. A luta contra a corrupção exige uma mudança cultural e de comportamento de cada cidadão, porque uma sociedade só se modifica quando os indivíduos que a compõem se modificam. Isoladamente, pode parecer difícil, mas com o comprometimento e esforços de todos é possível detê-la.”
Devemos acreditar que a partir do envolvimento e da luta de todos, é possível modificarmos a realidade de nosso país. Diariamente nos deparamos com notícias sobre corrupção em diversas localidades do Brasil. E qual o nosso papel neste contexto? Necessitamos de um maior envolvimento dos cidadãos nas discussões e proposições de medidas preventivas e combatentes deste mal. Podemos fazer nossa parte sendo íntegros e éticos, não nos omitindo diante da corrupção, lutando pelos nossos sonhos e conscientizando novos grupos sobre sua importância. Afinal, o que você tem a ver com a corrupção? Tudo!
Taís Machado
Diretoria de Comunicação
Ética profissional e combate à corrupção

Na semana passada foi realizada na UNESP - Bauru a IX Semana de Arquitetura, tendo como fio condutor os “Desafios da Arquitetura”. Dentre os diversos assuntos abordados nos cinco dias de palestras e oficinas, a mesa de encerramento trouxe como tema a Formação e Ética Profissional, levando os alunos a refletirem sobre o seu papel na sociedade e sua responsabilidade na tomada de decisões.
O Grupo AGR esteve presente neste último dia de evento, 23 de setembro, marcando presença mais uma vez em eventos acadêmicos da Unesp. Representei o Grupo na mesa de discussões junto da Profª. Anália Maria Marinho, da Universidade de São Paulo (USP) e da presidente do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) São Paulo, Rosana Ferrari. O convite para nossa participação foi feito através da Amarribo Jr., grupo inspirado na OSCIP AMARRIBO Brasil (Amigos Associados de Ribeirão Bonito) e fundado em 2003. Formada por adolescentes e jovens, o objetivo da AMARRIBO Júnior é envolver outros jovens como sujeitos de direitos e formá-los para acompanhar e incidir nas políticas públicas. Dentro deste panorama, o enfoque dado na apresentação foram as ações possíveis de serem realizadas no combate a corrupção, na mobilização social e na postura ética.

Corrupção

Porém, nesta hora surge a dúvida, e o que eu tenho a ver com isso? Qual o meu papel como cidadão? É importante ressaltar que a cidadania é exercida uma vez que os indivíduos participam da vida comunitária, lutando para modificar a ordem social em cooperação com os demais. A construção do público é feita através da cidadania, da democracia e da participação. Para Bernardo Toro “A sociedade se torna coesa e se projeta quando é capaz de entender quais são os desafios que se deve superar coletivamente”. Para tanto, nós devemos agir como atores sociais através da organização da sociedade civil, seja através de grupos, de ONGs, de conselhos, entre outros. Assim nós teremos mais força para lutar pela justiça social e pela garantia dos direitos humanos.
Nosso papel está em fiscalizar o poder público e em manter uma postura ética em nossa vida pessoal e profissional. Em muitas situações, o poder não está somente nas mãos dos governantes, mas também em nossas escolhas – afinal, não há corrupção sem corrompido. A tolerância, omissão e ineficiência levam o país ao mesmo fim: irresponsabilidade e descaso do poder público, causando muitas vezes tragédias anunciadas.
Os exemplos aparecem todos os dias nos noticiários: deslizamentos de encostas ligados à ocupações irregulares, desmatamento ilegal baseado em interesses econômicos, além de outros escândalos que causam a ineficiência da máquina pública.
A sociedade brasileira necessita de um maior envolvimento dos cidadãos na discussão, proposição e adoção de medidas que lutem contra a corrupção, ou então esse mal continuará devastando nossa vida social e a integridade de nossas instituições. Nosso Grupo, em conjunto com a BATRA, procura atuar nessa vertente, lutando pelos nossos sonhos para nossa cidade e para o nosso país, seja com ações práticas ou conscientizando outros grupos de sua importância social. E você, está fazendo sua parte?
Taís Machado
Diretoria de Comunicação