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III Encontro Coletivo Ativista



Nos últimos dias 20 e 21 de maio, o Grupo AGR participou do 3º e último encontro do coletivo ativista em Ribeirão Bonito, com o tema “Orçamento Público, Comunicação e Mobilização Social e Estratégias de Incidência”. O projeto que teve início em dezembro de 2010 foi estabelecido com o intuito de realizar a mobilização e formação de jovens para incidência política em suas cidades. Os desenvolvedores do coletivo são: Amarribo Júnior, Rede "Sou de Atitude" e Oficina de Imagens, apoiados pela Fundação AVINA.

Reunindo jovens das cidades de Analândia, Águas da Prata, Marília, Ribeirão Bonito e Bauru, o último encontro do projeto fechou um ciclo de etapas para mobilização social. No total das três etapas, foram estudados conceitos sobre a construção da democracia participativa no Brasil, as juventudes no processo histórico, a implementação de políticas públicas, o funcionamento do Estado brasileiro, estratégias de monitoramento político, orçamento público, comunicação para mobilização social, formas de incidência, entre outros.

O primeiro dia do encontro iniciou com uma memória dos encontros anteriores feita pela Nicole Verillo, presidente da AMARRIBO Junior. O diretor executivo da AMARRIBO, Guilherme Haehling, fez também uma contextualização do cenário nacional e internacional da AMARRIBO. Em um segundo momento, foram ministradas as palestras de Marcelo Nerlin (Profº Drº do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP) e Duque Dantas (Coordenador-Geral de Auditorias Especiais da CGU).

Nerlin falou sobre soberania popular e gastos públicos, trazendo reflexões profundas sobre nosso papel como cidadãos e do que nos unifica como nação: a constituição brasileira. Ele conseguiu deixar todos inquietos e com a expectativa de que podemos mudar nosso país. “O Estado não dá conta de tudo. Sou entusiasta do 3º Setor, a sociedade civil precisa se organizar”, frisa. Já Duque Dantas ensinou-nos sobre Ciclo Orçamentário, detalhando as possibilidades de incidências em suas leis (PPA, LDO e LOA) e do controle das ações governamentais através das mesmas.

No segundo dia Arthur Massuda, da ONG artigo 19, falou sobre participação social e direito à informação e Rafael Lira, Secretário da Juventude Batista do estado de SP, trouxe uma reflexão para os participantes sobre Comunicação, mobilização social e webcidadania. Pedro Sérgio Ronco, membro da AMARRIBO, também falou da importância da comunicação para mobilização social.

Para fechar o encontro, foi realizada uma plenária para cada grupo apresentar os planos de incidência que estão sendo realizados em suas cidades. Com certeza, um dos momentos mais enriquecedores e emocionantes do encontro! Ver as sementes que estão sendo plantadas em Analândia, Águas da Prata, Marília, Ribeirão Bonito e Bauru foi motivador para fazer com que nós, Grupo AGR e demais jovens presentes, pudéssemos ter cada vez mais força para lutar por uma sociedade melhor. Os monitoramentos apresentados por cada grupo, abrangendo as áreas de turismo, saúde, meio ambiente, cultura, esporte e lazer, demonstraram que é possível fazer a diferença pelas nossas cidades e país. Este pode ter sido nosso último encontro como coletivo ativista, mas com certeza não de nosso trabalho - daqui pra frente aguardaremos os frutos desta mobilização!

Quer saber mais? Confira como foi o 1º Encontro do Coletivo Ativista, em dezembro de 2010, e o 2º Encontro, em Fevereiro de 2011.


Taís Machado
Diretoria de comunicação

II Encontro Coletivo Ativista






Nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro nós do Grupo AGR participamos do II Encontro do Coletivo Ativista. O foco principal desse encontro foi apontar o funcionamento do Estado brasileiro, com ênfase no poder Legislativo, bem como a importância dos conselhos e das políticas públicas. Somado a isso, também foram destacadas algumas estratégias de monitoramento da política.

O primeiro dia foi dedicado basicamenteà recepção e acomodação do pessoal. Já no segundo dia, assistimos um vídeo sobre Direitos Humanos e discutimos um pouco sobre o assunto. Também houve um debate a respeito da importância da associação em ONGs e redes para a construção de um público capaz de atuar de forma cidadã, como atores sociais. O que mereceu destaque foram as palestras ministradas por Rita Telles, diretora executiva do movimento Nossa Teresópolis e Fábio Oliva, jornalista investigativo, membro-fundador da Asajan (Associação dos Amigos de Januária) e conselheiro da AMARRIBO.

Rita falou sobre a experiência do Movimento por Cidades Justas e Sustentáveis em Teresópolis e sobre as dificuldades do processo de conscientização política no local. Contextualizou-nos também sobre a situação da cidade antes e depois das tragédias ocorridas pela chuva no início do ano e a omissão do poder público diante desse fato. Uma fala informativa e emocionante.

Fábio Oliva, por sua vez, ressaltou a relação intrínseca entre o controle à corrupção e a qualidade de vida nas cidades. Dentre outras, contou sobre o caso da cidade de Januária - que trocou de prefeito 7 vezes desde 2004, todos afastados por motivos ligados à corrupção - e de Analândia, cidade que sofre há anos pela administração corrupta ao estilo coronelista (vamos dedicar um post do blog somente para explicitar a situação da cidade). Destacou também a situação precária das escolas rurais e a falta de investimentos públicos no setor. Como exemplos positivos, trouxe a atuação da cidade de Maringá que diante de inúmeros casos de fraudes políticas criou o Observatório Social de Maringá (OSM), voltado para o monitoramento das licitações municipais. Foi uma palestra muito construtiva.

Para finalizar as atividades do dia, Fabio Oliva também falou sobre a relação entre Estado e Conselhos e da importância do papel da sociedade civil na participação dos mesmos. Fábio definiu que o problema do Brasil não se trata da falta de recursos, mas da má gestão dos mesmos, e por isso o instrumento apropriado para a gestão adequada é o orçamento público (tema que iremos nos aprofundar no terceiro encontro do Coletivo).

No terceiro dia, discutimos sobre a importância de se conhecer e monitorar o poder Legislativo. Os palestrantes foram Danilo e Sônia Barboza voluntários do Movimento Voto Consciente, que atuam na cidade de São Paulo. Discutimos sobre a organização da Câmara e as funções dos vereadores. Os palestrantes nos deram exemplos de formas e esquemas de monitoramento e os sucessos alcançados com eles. Além disso, houve um debate sobre a situação política atual, o problema das coalizões. Diálogo leve e bem instrutivo.

Depois dessa palestra, discutimos sobre outros exemplos de controle social e monitoramento. Simulamos a construção de um roteiro e a aplicação do monitoramento sobre alguma instancia política. No caso do Grupo AGR, escolhemos a pauta da reciclagem do lixo, que vamos utilizar, de fato, como alvo de monitoramento para cidade de Bauru. Após a dinâmica de encerramento e a definição dos próximos passos a ser dado pelo Coletivo, como “dever de casa” final ficou a tarefa de analisar e levantar dados sobre o cenário da Câmara dos Vereados em Bauru. E vamos lá!

Taís Capelini
Diretoria de Administração