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Consumo Consciente


No Brasil, desde 2009 o Governo Federal estabeleceu a data 15 de Outubro como o dia comemorativo do Consumo Consciente.
Sabe-se que a humanidade consome 25% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades fisiológicas.
Consumo consciente significa ganhar horas diárias, ser econômico, prestar mais atenção no seu dia-a-dia e pensar que cada produto tem uma história antes de chegar à sua mão, e essa história chama-se Cadeia Produtiva. O consumidor consciente tende a cobrar tudo a sua volta.
Seguem algumas dicas de como você pode exercer o consumo consciente e, assim, diminuir os impactos na nossa sociedade.

1- Sem desperdícios de alimento
Sabe-se que cerca de um terço da comida que compramos vai para o lixo. Mas, se você comprar apenas o necessário, pode ter certeza que estará economizando muito. Confira sempre a data de validade dos alimentos, sempre que for congelá-los o faça em porções individuais para que quando for usá-los nada seja desperdiçado, use a criatividade para criar receitas com alimentos que você julga não servirem mais ao consumo, como as cascas das frutas e legumes.

2- Reutilize óleo de frituras
Você sabia que 1 litro de óleo doméstico já utilizado é capaz de poluir 1.000.000 litros de água? Por isso reutilize o máximo que puder o óleo, e quando for jogar fora procure postos específicos de coleta que darão o destino adequado a ele.

3- Concerte
Antes de se precipitar e jogar fora o produto, confira se não há conserto. Assim você economiza dinheiro e não acumula entulho.

4- Coleta
Em casa, separe o lixo reciclável do lixo orgânico.

5– No supermercado
Antes de sair de casa para fazer compras, faça uma listinha do que precisa. Assim, você evitará comprar o que não necessita e economiza nas despesas.

6- Menos gasto
Na hora de comprar eletrodomésticos prefira modelos que levam o Selo Procel, concedido pelo o Ministério de Minas e Energia em parceria com o INMETRO. Este selo indica os eletrodomésticos com menor consumo de energia.

7- Carteira limpa
Quando efetuar uma compra com o cartão de crédito, ao invés de solicitar a segunda via disponibilizada pela maquininha, cancele a emissão. Afinal, elas não têm grande utilidade, além de se proliferarem na carteira.

8– Sacolas
Você é compulsivo por sacolas plásticas? Está na hora de mudar esse conceito. Sempre que for ao supermercado troque as sacolas pelas caixas de papelão que são recicláveis, ou então, leve a sua própria sacola ecológica.

9- Consumo colaborativo
Já pensou em pegar emprestado ao invés de comprar?? Nem tudo o que você compra é necessário. Antes de adquirir um produto novo, analise a possibilidade de pegar emprestado de algum amigo ou familiar. Assim, você diminuirá consumo e gastos.

10- Feche a torneira
Uma torneira pingando consome mais água do que você imagina. Sempre confira se elas estão bem fechadas. Acho que seria interessante acrescentar o quanto gasta uma torneira pingando por “x” tempo.

11- De olho na descarga!
Algumas descargas chegam a consumir 15 litros de água de uma só vez. Então vale a pena diminuir o tempo de acionamento quando for dar descarga, ou substitua as descargas de válvulas pelas de caixa, o que pode economizar até 40%.

12 - Acumule menos louça
Você adora pegar um copo novo toda vez que vai beber água, ou então deixar a louça acumular na pia até transbordar? Isso faz com que você gaste muito mais água quando for lavar tudo. A solução? Controlar-se ao usar sempre algo limpo.

13- Ao natural
Evite descongelar alimentos no microondas. Retire o alimento congelado sempre com antecedência. Assim haverá menos gasto de energia pelo uso deste eletrodoméstico.

14- Medidas simples
Evite colocar a geladeira perto do fogão ou em áreas expostas ao sol. O calor faz com que o equipamento consuma mais energia no resfriamento. Também não é uma boa idéia colocar roupa para secar atrás do aparelho. Outra dica é regular o termostato do refrigerador, pois quando o tempo está mais frio, a temperatura interna do aparelho não precisa ser tão baixa quanto no verão.

15- Ligue a tomada na hora certa
Estima-se que cerca de 15% da conta de energia de uma casa vem do consumo de aparelhos em stand-by. Para economizar ligue o aparelho apenas na hora do uso, evitando deixá-lo constantemente ligado direto na tomada.

16- Ar condicionado: amenize o uso
Evite usá-lo por muitas horas seguidas. O uso ininterrupto muitas vezes é apenas um hábito que pode ser mudado sem grandes esforços.

Vinicius Ferreira
Diretoria Administrativa

Economia a favor do meio ambiente

O início da reciclagem no Brasil não possui uma data bem definida. Alguns relatos demonstram que foi por volta da década de 50, com os “garrafeiros”, descendentes de espanhóis que recolhiam garrafas de vidro para serem reutilizadas. Alguns dados mais concretos datam de 1985; nesta época, moradores da cidade de Niterói iniciaram um processo de separação e destinação correta para o lixo, apoiados também pela Universidade Federal Fluminense e uma entidade do governo alemão. Já em 1989 houve uma das principais campanhas de conscientização e reciclagem do lixo. Tendo início em Curitiba, a campanha denominada “Lixo Que Não É Lixo" tinha ações de educação ambiental nas escolas e a confecção de materiais adequados para a coleta seletiva.

Várias outras iniciativas foram nascendo pelo país a partir da década de 90. Elas demonstravam a importância e a necessidade da reciclagem de materiais no Brasil. A maioria dos projetos foi iniciado pelo caráter financeiro - a geração de renda e o aumento do lucro deste tipo de serviço. Em um segundo momento, algumas associações e entidades sem fins lucrativos perceberam a importância social, política e ambiental desta ação, aumentando assim a quantidade de projetos e iniciativas sociais no setor. Apesar do constante crescimento deste cenário, acompanhamos de fato um processo lento de reformulação e profissionalização da reciclagem no país. Este fato é evidenciado pela falta de estrutura da grande maioria das cidades brasileiras, que ainda lidam com o lixo de uma forma rudimentar e pouco produtiva. Esta situação ainda está sendo tratada apenas como um fator de geração de renda para comunidades carentes, dificultando a profissionalização deste setor.

Infelizmente neste cenário, sem grandes incentivos privados, a situação mudaria pouco. Nestes últimos anos, verificamos com otimismo, o início da mudança deste panorama. Fatores que foram impulsionados principalmente por questões econômicas, viabilizando assim o desenvolvimento do processo de reciclagem em todo país. O valor do alumínio, por exemplo, está cada vez mais caro, e o Brasil esta importando e produzindo menos deste metal. E qual a alternativa? A reciclagem, é claro! Com a profissionalização e o aprimoramento das técnicas de reutilização de materiais, a reciclagem se tornou barata e muito mais viável do que a importação e a extração mineral.

Desta forma, por questões financeiras, ganharemos nestes próximos anos um incremento na indústria de materiais recicláveis. É a economia agindo ao nosso favor. Com o crescimento deste setor, poderemos estimular e profissionalizar certas cooperativas e catadores, pois com a valorização da reciclagem, a tendência é que os produtos também sejam mais valorizados. Todo este otimismo do setor contribuirá também para o aumento da renda de cooperados e catadores. É claro que isto não vai resolver o problema destas famílias, que passam por situações de extrema pobreza. Porém, é um estimulo para que programas de ONGs e associações sem fins lucrativos consigam desenvolver com mais facilidade projetos de inserção social, profissionalização e educação ambiental para estes trabalhadores.

A boa notícia também é que a reciclagem está sendo encarada não como concorrente das empresas que produzem certo tipo de material. Com o mercado brasileiro aquecido, existe espaço para todos, e as empresas têm a consciência que o material reciclável possui prazo de validade e não poder ser reaproveitado por muito tempo, como relata o professor Tácio Mauro Campos: “Existe um tempo para usar os materiais reciclados, não é perpétuo. No caso do papel, a fibra perde a qualidade e vira lixo mesmo. Nunca ouvi casos de boicote para fazer reciclagem, pelo contrário, as empresas também ganham com essa atitude”.

Dessa forma, com o aumento do apoio de empresas privadas devido ao crescimento da economia, e também pela valorização do setor através de entidades públicas, constatamos de forma sólida o crescimento da profissionalização da reciclagem no país. Estes fatores contribuem também para a superação do relativo período que passamos de “moda verde” para um período de consolidação do setor de reciclagem. Este cenário também promove a reafirmação destes trabalhadores como profissão estratégica na economia e no crescimento do país, transpondo a idéia ultrapassada de que o setor serve apenas para que moradores de rua ou desempregados tenham alguma renda.

Ítalo de Pádua
Diretoria de Projetos