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Mobilize-se - Processo Seletivo Grupo AGR

O Grupo AGR – Ação, Gestão e Responsabilidade – se formou em março de 2009 para realizar o “Projeto RevitalizAção”, para a matéria Técnicas de Relações Públicas. Esta faz parte da grade do terceiro termo de RP. No entanto o grupo escolheu o foco das Relações Públicas Comunitária. Pra quem ainda não ouviu falar neste conceito: o principal foco das Relações Públicas Comunitárias é a cidadania, partindo da mobilização social em busca de responsabilidade. Segundo Waldemar Kunsch, para tanto, é preciso projetos abertos, multidirecionais, participativos e democráticos, mas sem deixar o planejamento formal.

O Projeto RevitalizAção ocorreu no Bosque Presidente Geisel e foi realizado em três finais de semana, durante os quais houve a manutenção do espaço físico do local e realização de atividades ligadas à responsabilidade ambiental, saúde, cultura e lazer para a comunidade.

Hoje, o Grupo AGR é um braço de trabalho da ONG Batra – Bauru Transparente. Formada há quase dois anos, tem como objetivo combater a corrupção através da fiscalização do poder público. Atuando também como Batra Jovem, o AGR continua com trabalhos nas áreas de assessoria de comunicação, pesquisa, entre outros, focando principalmente em causas sociais e ambientais.

Desde sua consolidação o Grupo realizou outros projetos e tem hoje o Projeto Recicla Bauru como principal foco. O objetivo central é contribuir para a melhoria do sistema de reciclagem de Bauru, através do levantamento de dados, mobilização e principalmente conscientização da população e do poder público da necessidade de se criar novas cooperativas e pontos de reciclagem na cidade.

A iniciativa foi estimulada pela Rede Coletiva Ativista, que visa capacitar jovens para incidência política e melhoria da qualidade de vida em diversas cidades. Os idealizadores do coletivo são: Amarribo Júnior, Rede “Sou de Atitude“ e Oficina de Imagens. O grupo AGR participou do coletivo coordenado pela Amarribo Júnior juntamente com grupos de mais 5 cidades do estado de São Paulo.

Desde agosto de 2011 o Grupo conta com 4 novos membros da Unesp e um da USC, todos alunos de Relações Públicas. Para dar continuidade nos projetos realizaremos Workshops de apresentação do nosso trabalho para aqueles que quiserem nos conhecer melhor e tirar dúvidas. Estes serão realizados na Unesp Bauru – dia 6/03 às 17 horas na sala 20; dia 7/03 às 10 horas na sala 55 e às 14 horas na sala 70.


Mobilize-se venha participar do Processo Seletivo do Grupo AGR!
Deixe sua marca em Bauru!





Mayra Gianoni
Diretoria de Projetos

Sustentabilidade SOCIAL, Pratique também!

Quando se fala em Sustentabilidade de uma maneira quase automática normalmente pensamos apenas na preservação do meio ambiente. Entretanto, o conceito de sustentabilidade vai muito além disso, abrangendo outros aspectos mais ampliados, que inserem também a figura do homem e, conseqüentemente, sua preservação. E é a partir deste ponto que aqui abordaremos uma das vertentes da Sustentabilidade, a Social contribuindo para o entendimento deste conceito de maneira mais ampla e completa.

A Sustentabilidade Social é um dos mais importantes setores para a mudança nos panoramas da sociedade e visa o bem-estar da sociedade de hoje, de amanhã em iguais medidas. A prática sustentável social se preocupa em desenvolver ações voltadas para o resgate da cidadania da pessoa humana, garantindo seus direitos universais: saúde, educação, moradia, trabalho, etc.

Os principais benefícios obtidos através das ações de sustentabilidade social são: garantia da autodeterminação e dos direitos humanos dos cidadãos; garantia de segurança e justiça, através de um sistema judicial fidedigno e independente; melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, que não deve ser reduzida ao bem-estar material; promoção da igualdade de oportunidades; inclusão dos cidadãos nos processos de decisão social, de promoção da autonomia da solidariedade e de capacidade de auto-ajuda dos cidadãos; e garantia de meios de proteção social fundamentais para os indivíduos mais necessitados.

Para que ela de fato se concretize é necessária grande campanha de divulgação, instalada tanto pelas macroestruturas (setores políticos e básicos) quanto por empresas que visem os projetos e a aplicação da mesma. A Mobilização Social para esse fim também é um fator determinante para a melhora da qualidade de vida.

Assim como a Sustentabilidade Ambiental, a social também depende de todos e você pode dar o primeiro passo, fazer sua parte e estimular outras pessoas a fazerem a sua parte também, por isso o processo de mobilização é importante e já vem sendo explorado por muitos grupos, ONG's e instituições.

Portanto, não fique parado - procure grupos, amigos ou outras pessoas que possuam afinidade com as mais diversas causas que possam trazer benefícios para a sociedade e ATUE. Procure também ONG's ou instituições que constantemente lutam para praticar a Sustentabilidade Social e promover o bem-estar. Nós do Grupo AGR e a Batra (Bauru Transparente) unimos nossas forças para promover a Sustentabilidade em suas diversas vertentes seja no âmbito ambiental, social, político ou cultural, e é com esta postagem que convidamos você a se questionar e descobrir de que maneira você pode ajudar e quantas pessoas você irá mobilizar para (re)construir uma Sociedade Sustentável junto com você. Já adiantando, conte conosco!

Conheça abaixo outros aspectos ligados a Sustentabilidade, encontre o que você mais se identifica e lute por ele. O conceito de sustentabilidade comporta sete aspectos principais:

  • Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de vida da população, equidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular;
  • Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso à ciência da tecnologia;
  • Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos naturais deve minimizar danos aos sistemas de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental;
  • Sustentabilidade Cultural - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de mudança que acolham as especificidades locais;
  • Sustentabilidade Espacial - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações, desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas á saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada;
  • Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos;
  • Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as dimensões anteriores através de processos complexos.

Gabriel Gomes
Diretoria Administrativa

A comunicação no processo de organização de grupos

Grande parte das ações desenvolvidas pelos movimentos sociais e grupos do terceiro setor é de mobilização. Sem planejamento, dificilmente uma organização seja ela do primeiro, segundo ou terceiro setor conseguirá promover mudanças capazes de gerar a transformação desejada.

Nós do Grupo AGR em todos os nossos projetos acreditamos que a comunicação surge como base para esse processo de mobilização. O processo comunicacional passa a abranger muito mais do que apenas um objetivo e torna-se participativo. A ação de mobilizar se torna muito mais complexa e abrangente podendo comunicar sentidos, compartilhar expectativas, discutir e construir consensos e estratégias sempre em torno em um mesmo horizonte.

O planejamento do processo de comunicação passa a dividir as responsabilidades do projeto entre os diversos integrantes do processo de mobilização, sendo fundamental que todos se sintam corresponsáveis pelas ações planejadas. Entretanto, os responsáveis pela mobilização devem pesquisar e reconhecer a fundo as características do público no qual estão trabalhando a ponto de pode confiar e incluir todos os envolvidos no processo no planejamento da mobilização.

Um bom exemplo de mobilização que pode ser influenciado e aprimorado pelo planejamento comunicacional é o cooperativismo Popular. Essa é uma política alternativa que incentiva a criação de novas lideranças gerando trabalho e renda. O cooperativismo tem sido aplicado em comunidades carentes e como cidadãos em situação de instabilidade econômica.

O modelo do cooperativismo popular pode ser considerado um processo de mobilização por reunir associados que vivem na exclusão e por possuir um modelo democrático e participativo, voltado mais para o bem comum do que para o lucro. Essas organizações voluntárias aceitam sócios sem restrições, contanto que eles participem ativamente de todas as atividades desenvolvidas pela cooperativa.

O processo de mobilização social pode ser o elemento chave para o cooperativismo popular, pois a mobilização pode se responsabilizar por orientar e viabilizar a criação de grupos devidamente organizados. Dentro do contexto das cooperativas a interação entre um ou mais grupos resulta no surgimento de projetos que trabalham a favor da população e das cooperativas envolvidas. Buscando incentivar a cooperação, não somente dentro do grupo, mas também entre a cooperativa e a sociedade à sua volta, promovendo, dessa maneira, a mobilização e inclusão social.

O Grupo AGR acredita na importância da mobilização social em todos os projetos que está envolvido buscando a emancipação e conscientização dos grupos. Ao demonstrar o sucesso de um trabalho conjunto e efetivo para as comunidades envolvidas a mobilização social deixa de ser um projeto comunicacional e se torna uma opção educacional e ate mesmo de superação para as comunidades. O processo passa a integrar tanto as comunidades como os membros dos
movimentos sociais e grupos do terceiro setor. Exemplificando um processo humano participativo gerado pela comunicação.

Para mais informações sobre Cooperativo Popular assista a reportagem do Globo Repórter: http://www.youtube.com/watch?v=q0z4QNN_gZI

Renan França
Diretoria de Comunicação

#Webcidadania

Provavelmente você já deve ter ouvido falar nos conceitos de “web” e “cidadania”. Mas, o que significaria a junção destes dois conceitos? WEBCIDADANIA de maneira simplificada, é o termo utilizado para definir a ação, participação e o posicionamento dos cidadãos no que diz respeito à administração pública e a violação dos direitos cidadãos, através da internet e ferramentas online.

Segundo dados do portal comunicadores.org 8 em cada 10 brasileiros estão presentes em uma rede social. Isso nos permite dizer que cada vez mais as pessoas estão ganhando voz através da web para se expressar, relacionar, criticar e apontar soluções para problemas que envolvam sua casa; bairro; cidade; estado; país; sejam estes problemas sociais, políticos, ambientais ou culturais.

As plataformas e sites webcidadãos possibilitam o livre debate entre os usuários que navegam pela web. Além disso, esses cidadãos podem fiscalizar a administração pública, fazer reclamações, se antenar sobre as manobras políticas, tudo isso em rede e com uma rapidez que nenhum meio até então possibilitou.

É também característica desse movimento a MOBILIZAÇÃO, capaz de atrair e convidar mais grupos e pessoas que antes acreditavam não ter espaço para se expressar a PARTICIPAR e utilizar as ferramentas da web para deixar de lado e combater a postura passiva que muitos ainda possuem perante a má administração dos governantes. O objetivo é claro, (re)construir um país melhor através da participação coletiva e de praticas a cidadãs.

Não deixe de participar deste movimento, hoje existem diversos sites webcidadãos que estimulam o debate sobre a gestão das cidades e que apresentam a visão da população sobre as ações ambientais, sociais, culturais e políticas do Estado. Aqui destacaremos alguns sites com o objetivo de demonstrar as diversas formas e temáticas abordadas pelo movimento da WEBCIDADANIA.

Cidade democrática

Site que permite aos cidadãos e entidades podem se expressar, se comunicar e gerar mobilização para uma cidade cada vez melhor.

Vote na WEB

Reúne os projetos em votação no Congresso Nacional. O internauta pode dar seu voto simbólico e compará-lo com os votos dos políticos

Adote um Vereador

O usuário se registra e escolhe um político para tomar conta. Durante o mandato, o internauta tem o compromisso de postar notícias e questionamentos sobre o vereador.

Movimento Boa Praça


Visa mobilizar as pessoas para revitalizar e ocupar as praças, devolvendo a elas seu sentido inicial: de lugar de encontro, diversão, debate e inclusão.


Para conhecer mais sobre estes e outros sites webcidadãos acesse o portal http://webcidadania.org.br/ , participe! mobilize-se! #WEBCIDADANIA.

Gabriel Gomes

Diretoria Administrativa

III Encontro Coletivo Ativista



Nos últimos dias 20 e 21 de maio, o Grupo AGR participou do 3º e último encontro do coletivo ativista em Ribeirão Bonito, com o tema “Orçamento Público, Comunicação e Mobilização Social e Estratégias de Incidência”. O projeto que teve início em dezembro de 2010 foi estabelecido com o intuito de realizar a mobilização e formação de jovens para incidência política em suas cidades. Os desenvolvedores do coletivo são: Amarribo Júnior, Rede "Sou de Atitude" e Oficina de Imagens, apoiados pela Fundação AVINA.

Reunindo jovens das cidades de Analândia, Águas da Prata, Marília, Ribeirão Bonito e Bauru, o último encontro do projeto fechou um ciclo de etapas para mobilização social. No total das três etapas, foram estudados conceitos sobre a construção da democracia participativa no Brasil, as juventudes no processo histórico, a implementação de políticas públicas, o funcionamento do Estado brasileiro, estratégias de monitoramento político, orçamento público, comunicação para mobilização social, formas de incidência, entre outros.

O primeiro dia do encontro iniciou com uma memória dos encontros anteriores feita pela Nicole Verillo, presidente da AMARRIBO Junior. O diretor executivo da AMARRIBO, Guilherme Haehling, fez também uma contextualização do cenário nacional e internacional da AMARRIBO. Em um segundo momento, foram ministradas as palestras de Marcelo Nerlin (Profº Drº do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP) e Duque Dantas (Coordenador-Geral de Auditorias Especiais da CGU).

Nerlin falou sobre soberania popular e gastos públicos, trazendo reflexões profundas sobre nosso papel como cidadãos e do que nos unifica como nação: a constituição brasileira. Ele conseguiu deixar todos inquietos e com a expectativa de que podemos mudar nosso país. “O Estado não dá conta de tudo. Sou entusiasta do 3º Setor, a sociedade civil precisa se organizar”, frisa. Já Duque Dantas ensinou-nos sobre Ciclo Orçamentário, detalhando as possibilidades de incidências em suas leis (PPA, LDO e LOA) e do controle das ações governamentais através das mesmas.

No segundo dia Arthur Massuda, da ONG artigo 19, falou sobre participação social e direito à informação e Rafael Lira, Secretário da Juventude Batista do estado de SP, trouxe uma reflexão para os participantes sobre Comunicação, mobilização social e webcidadania. Pedro Sérgio Ronco, membro da AMARRIBO, também falou da importância da comunicação para mobilização social.

Para fechar o encontro, foi realizada uma plenária para cada grupo apresentar os planos de incidência que estão sendo realizados em suas cidades. Com certeza, um dos momentos mais enriquecedores e emocionantes do encontro! Ver as sementes que estão sendo plantadas em Analândia, Águas da Prata, Marília, Ribeirão Bonito e Bauru foi motivador para fazer com que nós, Grupo AGR e demais jovens presentes, pudéssemos ter cada vez mais força para lutar por uma sociedade melhor. Os monitoramentos apresentados por cada grupo, abrangendo as áreas de turismo, saúde, meio ambiente, cultura, esporte e lazer, demonstraram que é possível fazer a diferença pelas nossas cidades e país. Este pode ter sido nosso último encontro como coletivo ativista, mas com certeza não de nosso trabalho - daqui pra frente aguardaremos os frutos desta mobilização!

Quer saber mais? Confira como foi o 1º Encontro do Coletivo Ativista, em dezembro de 2010, e o 2º Encontro, em Fevereiro de 2011.


Taís Machado
Diretoria de comunicação