Grupo AGR participa do Fórum de Cultura no próximo sábado na Câmara Municipal.


No próximo sábado, dia 09 de Abril, a Câmara Municipal de Bauru recebe o primeiro Fórum Municipal de Cultura articulado e organizado pela Sociedade Civil. Com a intenção de debater e trazer esclarecimento acerca das políticas culturais em Bauru e no Brasil o movimento traz um dia com Mesa, Debate e Grupos de Trabalho. A idéia é qualificar a sociedade cívil para o debate e trabalhar a articulação desta para o desenvolvimento da cadeia produtiva da cultura.

O movimento já conta com 3 pontos de Cultura - Acesso Popular, Aruanda e Aldir Pereira Guedes - Enxame Coletivo, BATRA (ONG Bauru Transparente), GrupoAGR, Associação Amigos da Cultura e Associação Amigos dos Museus e é livre a participação. A organização do Fórum e de suas dinâmicas está sendo trabalhado no grupo de discussão sobre a Cultura em Bauru.

Segunda-Feira, 04 de Abril, às 8h30 os grupos se reúnem mais uma vez para debater sobre as dinâmicas da mesa e dos GT's. A reunião acontece na sede do Instituto Acesso Popular: Rua Maria José, 5-66.
Interessados em participar entrar em contato: (14)9608-0905

Taís Capelini
Diretoria de Administração

Empreendedorismo Sustentavel?


Empreendedorismo e sustentabilidade, são dois conceitos muito abordados atualmente, porém quase sempre em contextos separados, mas e se juntássemos tudo numa coisa só? Empreendedorismo Sustentável? Existiria isso? A resposta é sim, mas antes de abordarmos esse termo vale relembrar cada um destes conceitos.

Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento.

Sustentabilidade baseado no conceito desenvolvimento sustentável segundo o relatório elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, organizado pela ONU em 1983 “é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade
de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades.”

Realizando uma junção destes dois conceitos chegamos finalmente ao termo Empreendedorismo Sustentável que pode ser definido de maneira simples como “um fazer acontecer” que além de levar em conta o interesse próprio dos empreendedores, também se preocupa com os anseios das outras pessoas, das futuras gerações e do Planeta.

Um empreendedor dispõe de muitas qualidades que o fazem criar e levar seu próprio negócio ao sucesso sem medir esforços, mas a pergunta que se deve fazer é: Esses esforços e ações visando o sucesso do empreendimento afetam o meio ambiente? Muitos empreendedores alcançam o sucesso através do consumo exacerbado, práticas de produção predatórias, exploração da mão de obra, devastando áreas ambientais entre outras práticas irregulares.

Ser um empreendedor e querer o sucesso a qualquer custo é condenável, para que o empreendedorismo sustentável ocorra deve-se atender 3 princípios básicos: Ser economicamente viável;Ser socialmente Justo e ambientalmente correto.Por isso os denominados empreendedores devem incorporar ações relacionadas à sustentabilidade no dia a dia da empresa; reduzir o consumo de energia e seus insumos;exigir e se relacionar com fornecedores que também estejam atentos as práticas sustentáveis;dar vida nova ao lixo produzido;procurar formas alternativas de energia entre outras práticas baseadas na filosofia que aqui chamarei de 4 R`s (Reduzir,Reutilizar,Reciclar e Recuperar).

Podemos encarar o termo “Empreendedorismo Sustentável” como uma nova visão, que deve ser adotada pelos empresários, estes detentores de características como visão estratégica, inovação, criatividade, poder de decisão, devem fazer uso correto destes atributos positivos e agir de maneira sustentável pensando além de seus próprios interesses.

Para os que se interessarem pelo assunto vale a pena conferir o trabalho "O empreendedorismo sustentável como fator primordial para a sobrevivência e prosperidade organizacional"

*Fonte: Site - administradores

I Fórum Municipal de Cultura




Sexta-feira passada, dia 18/03, às 9h30 da manhã, nós do Grupo AGR juntamente com o Enxame Coletivo, organizamos uma reunião no Centro Cultural de Bauru como parte de um projeto de articulação da classe artística e produtora local para o desenvolvimento da cultura em Bauru.Na reunião, estiveram presentes Artur (Enxame Coletivo), André (Sociedade Amigos da Cultura – SAC), Ivan (músico), Julia (Ponto de Cultura – Instituto Cultural Aruanda), Vinagre (Presidente do Ponto de Cultura Cine Clube A.Guedes), Silvio (Batra), Taís Capelini (Grupo AGR), Henrique (Presidente da associação Amigos do Museus de Bauru), Alexandre (Ponto de Cultura - Acesso Popular).

O foco central do debate foi a situação do Conselho Municipal de Cultura e a realização do Fórum de Cultura a ser realizado no dia 9 de abril. Dentre os aspectos negativos levantados, verificamos como principais entraves a letargia e ineficiência do Conselho, falta de quórum nas sessões e de regimento interno, discrepância na ocupação das funções (por exemplo, quando o próprio Secretário de Cultura é presidente do Conselho) e pouca credibilidade conferida ao órgão. Somado a isso, podemos ressaltar que Bauru está alheia às discussões importantes que acontecem em outras cidades, como a criação de Plano Nacional de Cultura, segundo Vinagre “Jaú levou 25 pessoas para Conferência Nacional de Cultura, enquanto Bauru levou apenas 3 representantes”.

Por outro lado, foi possível perceber alguns pontos positivos da conjuntural atual da Cultura e algumas atitudes que devem ser tomadas para melhorar o funcionamento do órgão. Percebemos que a institucionalização da Cultura (Lei de EstÍmulo, criação de Conselhos e o programa Cultura Viva) que ocorreu a partir da gestão do Ministro Gilberto Gil, é um aspecto favorável para o desenvolvimento de políticas culturais. Além disso, dialogamos sobre a necessidade de retomar discussões e protagonizar a Cultura na cidade, bem como criar novos mecanismos de atuação para estimular o bom funcionamento do Conselho, visto que os atuais são insuficientes.

Esse debate foi muito importante para dar início a um processo de articulação da sociedade civil em prol da cultura local. Com a realização do Fórum pretendemos aprofundar os debates acerca desses assuntos e ampliá-los a um maior número de interessados, visto que é imprescindível que haja esclarecimento sobre o funcionamento, missão e estrutura de importantes ferramentas de desenvolvimento e estímulo da produção cultural para que sejam catalizados avanços no setor. Por isso, convidamos todos a colaborar com a participação e desenvolvimento desse I Fórum Municipal de Cultura que antecederá as eleições do Conselho Municipal de Cultura, prevista para o mesmo mês. Contatos e mais informações podem ser obtidos através do e-mail: cultura-em-bauru@googlegroups.com

Taís Capelini
Diretoria de Administração

Parceria Experiência Lecom


Há quase quatro meses o grupo AGR mantém parceria com a empresa Lecom que atua na área de Desenvolvimento de comunicação digital e tecnologia da informação na cidade de Bauru e em outras regiões do país. A organização possui, além da página tradicional, uma virtual relacionada ao meio ambiente, o Experiência Lecom. E é aí que o nosso grupo desenvolve um importante trabalho que tem como objetivo gerar conteúdo de boas práticas ambientais aos internautas. Unido a outras ONGs como o Vidágua, também de Bauru, e o projeto Apoema, somos responsáveis pela atualização e consequente difusão de tópicos do site.

A plataforma se diferencia não só pelo layout moderno e profissional desenvolvido por uma empresa especialista no assunto, mas também pelos temas diversificados. O grande potencial da rede encontra-se no forte vínculo de comunicação aliado à tecnologia. Tudo isso abre espaço para dúvidas, dicas e esclarecimentos que são trocados pelos usuários colaborando no aumento do uso da plataforma.
A repercussão do site tem sido bem positiva até mesmo em nível internacional devido a seu design e objetivo diferenciados. Um grande exemplo dessa difusão foi a premiação da rede em janeiro deste ano.O site foi premiado como “Site of the Day” no “CSS Awards” maior prêmio/reconhecimento em webdesign para sites que usam tecnologia CSS, caso do Experiência Lecom.

A parceria estabelecida agrega valor e conhecimento a todo o grupo, além do significante câmbio de informações e contato com outras ONGs, empresas e pessoas que participam da rede. Enquanto a Lecom, sendo uma organização com consciência ambiental que visa ações sustentáveis, faz o papel de fomentar conhecimento e manter-se em contato com diversas ideias e públicos. Sobre isso o membro da equipe de marketing e comunicação da Lecom, também amigo do grupo e iniciante da parceria Experiência Lecom- AGR, João Vitor Caires afirma “acho que contar com organizações que atuam no terceiro setor,engajadas em causas ambientais, aumenta a credibilidade do conteúdo do site; além da qualidade que será proporcionada aos internautas”.

Acessem e divulguem: www.experiencialecom.com.br

II Encontro Coletivo Ativista






Nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro nós do Grupo AGR participamos do II Encontro do Coletivo Ativista. O foco principal desse encontro foi apontar o funcionamento do Estado brasileiro, com ênfase no poder Legislativo, bem como a importância dos conselhos e das políticas públicas. Somado a isso, também foram destacadas algumas estratégias de monitoramento da política.

O primeiro dia foi dedicado basicamenteà recepção e acomodação do pessoal. Já no segundo dia, assistimos um vídeo sobre Direitos Humanos e discutimos um pouco sobre o assunto. Também houve um debate a respeito da importância da associação em ONGs e redes para a construção de um público capaz de atuar de forma cidadã, como atores sociais. O que mereceu destaque foram as palestras ministradas por Rita Telles, diretora executiva do movimento Nossa Teresópolis e Fábio Oliva, jornalista investigativo, membro-fundador da Asajan (Associação dos Amigos de Januária) e conselheiro da AMARRIBO.

Rita falou sobre a experiência do Movimento por Cidades Justas e Sustentáveis em Teresópolis e sobre as dificuldades do processo de conscientização política no local. Contextualizou-nos também sobre a situação da cidade antes e depois das tragédias ocorridas pela chuva no início do ano e a omissão do poder público diante desse fato. Uma fala informativa e emocionante.

Fábio Oliva, por sua vez, ressaltou a relação intrínseca entre o controle à corrupção e a qualidade de vida nas cidades. Dentre outras, contou sobre o caso da cidade de Januária - que trocou de prefeito 7 vezes desde 2004, todos afastados por motivos ligados à corrupção - e de Analândia, cidade que sofre há anos pela administração corrupta ao estilo coronelista (vamos dedicar um post do blog somente para explicitar a situação da cidade). Destacou também a situação precária das escolas rurais e a falta de investimentos públicos no setor. Como exemplos positivos, trouxe a atuação da cidade de Maringá que diante de inúmeros casos de fraudes políticas criou o Observatório Social de Maringá (OSM), voltado para o monitoramento das licitações municipais. Foi uma palestra muito construtiva.

Para finalizar as atividades do dia, Fabio Oliva também falou sobre a relação entre Estado e Conselhos e da importância do papel da sociedade civil na participação dos mesmos. Fábio definiu que o problema do Brasil não se trata da falta de recursos, mas da má gestão dos mesmos, e por isso o instrumento apropriado para a gestão adequada é o orçamento público (tema que iremos nos aprofundar no terceiro encontro do Coletivo).

No terceiro dia, discutimos sobre a importância de se conhecer e monitorar o poder Legislativo. Os palestrantes foram Danilo e Sônia Barboza voluntários do Movimento Voto Consciente, que atuam na cidade de São Paulo. Discutimos sobre a organização da Câmara e as funções dos vereadores. Os palestrantes nos deram exemplos de formas e esquemas de monitoramento e os sucessos alcançados com eles. Além disso, houve um debate sobre a situação política atual, o problema das coalizões. Diálogo leve e bem instrutivo.

Depois dessa palestra, discutimos sobre outros exemplos de controle social e monitoramento. Simulamos a construção de um roteiro e a aplicação do monitoramento sobre alguma instancia política. No caso do Grupo AGR, escolhemos a pauta da reciclagem do lixo, que vamos utilizar, de fato, como alvo de monitoramento para cidade de Bauru. Após a dinâmica de encerramento e a definição dos próximos passos a ser dado pelo Coletivo, como “dever de casa” final ficou a tarefa de analisar e levantar dados sobre o cenário da Câmara dos Vereados em Bauru. E vamos lá!

Taís Capelini
Diretoria de Administração