Parceria Experiência Lecom


Há quase quatro meses o grupo AGR mantém parceria com a empresa Lecom que atua na área de Desenvolvimento de comunicação digital e tecnologia da informação na cidade de Bauru e em outras regiões do país. A organização possui, além da página tradicional, uma virtual relacionada ao meio ambiente, o Experiência Lecom. E é aí que o nosso grupo desenvolve um importante trabalho que tem como objetivo gerar conteúdo de boas práticas ambientais aos internautas. Unido a outras ONGs como o Vidágua, também de Bauru, e o projeto Apoema, somos responsáveis pela atualização e consequente difusão de tópicos do site.

A plataforma se diferencia não só pelo layout moderno e profissional desenvolvido por uma empresa especialista no assunto, mas também pelos temas diversificados. O grande potencial da rede encontra-se no forte vínculo de comunicação aliado à tecnologia. Tudo isso abre espaço para dúvidas, dicas e esclarecimentos que são trocados pelos usuários colaborando no aumento do uso da plataforma.
A repercussão do site tem sido bem positiva até mesmo em nível internacional devido a seu design e objetivo diferenciados. Um grande exemplo dessa difusão foi a premiação da rede em janeiro deste ano.O site foi premiado como “Site of the Day” no “CSS Awards” maior prêmio/reconhecimento em webdesign para sites que usam tecnologia CSS, caso do Experiência Lecom.

A parceria estabelecida agrega valor e conhecimento a todo o grupo, além do significante câmbio de informações e contato com outras ONGs, empresas e pessoas que participam da rede. Enquanto a Lecom, sendo uma organização com consciência ambiental que visa ações sustentáveis, faz o papel de fomentar conhecimento e manter-se em contato com diversas ideias e públicos. Sobre isso o membro da equipe de marketing e comunicação da Lecom, também amigo do grupo e iniciante da parceria Experiência Lecom- AGR, João Vitor Caires afirma “acho que contar com organizações que atuam no terceiro setor,engajadas em causas ambientais, aumenta a credibilidade do conteúdo do site; além da qualidade que será proporcionada aos internautas”.

Acessem e divulguem: www.experiencialecom.com.br

II Encontro Coletivo Ativista






Nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro nós do Grupo AGR participamos do II Encontro do Coletivo Ativista. O foco principal desse encontro foi apontar o funcionamento do Estado brasileiro, com ênfase no poder Legislativo, bem como a importância dos conselhos e das políticas públicas. Somado a isso, também foram destacadas algumas estratégias de monitoramento da política.

O primeiro dia foi dedicado basicamenteà recepção e acomodação do pessoal. Já no segundo dia, assistimos um vídeo sobre Direitos Humanos e discutimos um pouco sobre o assunto. Também houve um debate a respeito da importância da associação em ONGs e redes para a construção de um público capaz de atuar de forma cidadã, como atores sociais. O que mereceu destaque foram as palestras ministradas por Rita Telles, diretora executiva do movimento Nossa Teresópolis e Fábio Oliva, jornalista investigativo, membro-fundador da Asajan (Associação dos Amigos de Januária) e conselheiro da AMARRIBO.

Rita falou sobre a experiência do Movimento por Cidades Justas e Sustentáveis em Teresópolis e sobre as dificuldades do processo de conscientização política no local. Contextualizou-nos também sobre a situação da cidade antes e depois das tragédias ocorridas pela chuva no início do ano e a omissão do poder público diante desse fato. Uma fala informativa e emocionante.

Fábio Oliva, por sua vez, ressaltou a relação intrínseca entre o controle à corrupção e a qualidade de vida nas cidades. Dentre outras, contou sobre o caso da cidade de Januária - que trocou de prefeito 7 vezes desde 2004, todos afastados por motivos ligados à corrupção - e de Analândia, cidade que sofre há anos pela administração corrupta ao estilo coronelista (vamos dedicar um post do blog somente para explicitar a situação da cidade). Destacou também a situação precária das escolas rurais e a falta de investimentos públicos no setor. Como exemplos positivos, trouxe a atuação da cidade de Maringá que diante de inúmeros casos de fraudes políticas criou o Observatório Social de Maringá (OSM), voltado para o monitoramento das licitações municipais. Foi uma palestra muito construtiva.

Para finalizar as atividades do dia, Fabio Oliva também falou sobre a relação entre Estado e Conselhos e da importância do papel da sociedade civil na participação dos mesmos. Fábio definiu que o problema do Brasil não se trata da falta de recursos, mas da má gestão dos mesmos, e por isso o instrumento apropriado para a gestão adequada é o orçamento público (tema que iremos nos aprofundar no terceiro encontro do Coletivo).

No terceiro dia, discutimos sobre a importância de se conhecer e monitorar o poder Legislativo. Os palestrantes foram Danilo e Sônia Barboza voluntários do Movimento Voto Consciente, que atuam na cidade de São Paulo. Discutimos sobre a organização da Câmara e as funções dos vereadores. Os palestrantes nos deram exemplos de formas e esquemas de monitoramento e os sucessos alcançados com eles. Além disso, houve um debate sobre a situação política atual, o problema das coalizões. Diálogo leve e bem instrutivo.

Depois dessa palestra, discutimos sobre outros exemplos de controle social e monitoramento. Simulamos a construção de um roteiro e a aplicação do monitoramento sobre alguma instancia política. No caso do Grupo AGR, escolhemos a pauta da reciclagem do lixo, que vamos utilizar, de fato, como alvo de monitoramento para cidade de Bauru. Após a dinâmica de encerramento e a definição dos próximos passos a ser dado pelo Coletivo, como “dever de casa” final ficou a tarefa de analisar e levantar dados sobre o cenário da Câmara dos Vereados em Bauru. E vamos lá!

Taís Capelini
Diretoria de Administração

Reportagem JC (17/12/2010)

Ontem (17/12/2010), foi publicada uma matéria do Jornal da Cidade de Bauru informando sobre a parceira entre a BATRA (Bauru Transparente) e o AGR. A matéria segue abaixo:

Batra forma sua ala jovem

A conscientização política e a vontade de contribuir com a comunidade levaram um grupo de universitários e jovens recém-formados a buscar a mobilização social. Para isso, viram na Bauru Transparente (Batra), Organização Não Governamental (ONG) que visa a moralidade e transparência na gestão pública, o meio ideal para desenvolver seus projetos. A Batra Jovem, formada há três meses, já começa a aumentar a participação da ONG na cidade.

De acordo com Mariana Lourencinho, uma das integrantes da ala jovem da ONG, que também é formada por Tarcisio Tamarozi, Ítalo Carvalho, Gabriel Gomes e Lírian de Pádua, o grupo já participava de projetos em áreas diferentes, mas acabou conhecendo e gostando da proposta da Batra.

“Já temos alguns projetos começando, com reciclagem, coletivo ativista, que é em rede com outras cidades também. A Batra é focada na questão política, mas também queremos avançar em outras áreas”, conta.

Para Ítalo, a reciclagem é um dos focos da ala jovem, por representar um problema ambiental, além da questão sócio-econômica. “Em Bauru, há uma demanda muito grande pela reciclagem. Sobra lixo que poderia ser encaminhado para isso. Vimos que poderíamos agir nesses pontos, que ao final levam a uma melhoria da qualidade de vida da população”, observa.

Gabriel observa que cada um do grupo poderá se tornar um multiplicador das ideias debatidas. “Além de contribuir com a cidade que nos acolheu, quando voltarmos às nossas cidades po-deremos levar essa experiência”, conta. Lírian avalia que é preciso atrair os jovens para o debate. “Podemos resgatar, chamar esses jovens, falando de ou-tra maneira. Acreditamos que é possível chegar até eles”, observa a militante.

Ela explica que outro projeto do grupo é o Coletivo Ativista, para qual eles estão sendo capacitados. A Batra Jovem irá levantar na cidade os grupos de articulação jovem para construir uma proposta de projeto comum. A Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo) Júnior é uma das realizadoras do Coletivo Ativista, que já está em prática em alguns municípios de São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.


• Serviço
Informações sobre a Batra e a Batra Jovem nos endereços eletrônicos www.batra.org.br, grupoagr.blogspot.com e no Twitter, @grupoAGR



A divulgação do Grupo AGR no JC, um dos principais veiculos de comunicação da cidade de Bauru, é de grande relevância para o grupo. Por isso, algumas considerações referente à matéria publicada devem ser feitas para que haja maior esclarecimento a respeito da dinâmica do grupo:

1. O Grupo AGR não é a "Batra Jovem". O Grupo se associou a essa ONG como uma Comissão de Trabalho, tendo, portanto, autonomia com relação à própria BATRA.
2.O Grupo AGR é formado por nove integrantes: Taís Capelini, Taís Machado, Mariana Lorencinho, Mariah Lima, Ítalo Carvalho, Grabiel Gomes, Renan França, Kleyton Vendrame e Carlos Henrique Fuzatti.
3. O Tarcisio Tamarozi e a Liriam de Pádua são membros da BATRA e não do Grupo AGR. Embora estejam participando dos projetos do grupo e tenham se alinhado também ao Coletivo Ativista.




Fim do ano, começo de ações

O fim de ano está chegando, mas o Grupo AGR se mantém firme no desenvolvimento dos projetos assumidos. Dentre esses projetos, está a participação na rede Coletivo Ativista. O primeiro encontro do Grupo AGR com o Coletivo aconteceu no inicio do mês (04/12) na cidade de Ribeirão Bonito, promovido pela ONG AMARRIBO Júnior.

O Coletivo Ativista foi formado a partir de uma parceria entre três organizações - a AMARRIBO Júnior (SP), a Oficina de Imagens (MG) e a Rede Sou de Atitude (CE, BA, DF, MA, MS,PA, PE, RN, SP) - estabalecida com o intuito de construir uma metodologia de mobilização e formação de jovens em processos de incidência política, buscando incidir nas políticas publicas das cidades e na melhoria da qualidade de vida. Foi com esse objetivo que o Coletivo se alinhou ao Grupo AGR.

Com o apoio e o acompanhamento dessas três organizações, ao Grupo AGR caberá a elaboração e a execução de um plano de incidência em políticas públicas de Bauru relacionadas à qualidade de vida para a cidade. Para que isso se concretize, é importante relembrar que o grupo terá o respaldo da BATRA (Bauru Transparente) que apóia e incentiva essas ações.

Vale ressaltar também, que o a proposta trazida pelo Projeto Coletivo Ativista busca agregar a pauta das juventudes ao debate que vem sendo construído em diferentes municípios brasileiros pelos Movimentos por Cidades Sustentáveis, a partir da perspectiva do monitoramento e da incidência nas políticas públicas implementadas no âmbito municipal.

Atualmente, a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis integra movimentos de cerca de 40 cidades brasileiras e tem dado passos significativos para qualificar o controle social dos poderes públicos, assim como para elaborar ferramentas de conhecimento e monitoramento sobre a qualidade de vida nos municípios.

O primeiro encontro realizado em Ribeirão Bonito fez parte desse grande projeto idealizado pelo Coletivo Ativista. Neste primeiro momento, os grupos de jovens que se articularam a essa rede puderam se apresentar e contextualizar os demais da situação de suas cidades. Participaram desse encontro grupos de Águas da Prata, Analândia, Bauru, Marília e Ribeirão Bonito. Com isso, foi possível conhecer as expectativas dos grupos de cada cidade e ainda debater, de maneira geral, temas como “Democracia, Participação, Juventude e Políticas Públicas.

Essa troca de conhecimentos e experiências foi de grande valia para o Grupo AGR e, certamente, auxiliará no andamento das atividades que seguirão. Estamos na expectativa do próximo encontro!




Reportagem sobre Primeira Reunião do Projeto Coletivo Ativista



Projeto Coletivo Ativista inicia formação de jovens

A incidência política e a melhoria da qualidade de vida através da mobilização dos jovens é o objetivo do Projeto Coletivo Ativista. Os desenvolvedores são Amarribo Júnior, Rede "Sou de Atitude" e Oficina de Imagens, apoiados pela Fundação AVINA.

O 1º encontro aconteceu no último sábado, 04/12 onde cerca de 30 jovens, entre 15 e 29 anos, puderam conhecer melhor a iniciativa e também, sobre a orientação de Nicole Verillo, presidente da AMARRIBO Junior, tiveram a oportunidade de se interarem sobre a construção da democracia participativa no Brasil, as juventudes no processo histórico e a implementação de políticas públicas.

Nesta primeira etapa, moradores de 5 cidades do interior de SP, Águas da Prata, Analândia, Bauru, Marília e Ribeirão Bonito, se apresentaram e esboçaram um breve contexto histórico das cidades participantes. Algumas já contam com o apoio de ONGS, como é o caso da MATRA (Marília Transparente) que defende o comprometimento dos poderes públicos com as reais necessidades da população.

Em Analândia a ONG AMASA também realiza trabalho na fiscalização dos poderes públicos e conscientização dos cidadãos quanto aos seus direitos. Para Sabrina Vivaldini, voluntária, o Coletivo Ativista será de extrema importância para sua cidade devido ao distanciamento e desinteresse dos analandenses nas esferas públicas. "Aplicando o projeto em Analândia daremos coragem aos jovens que ainda têm medo de se meter com política", frisa.

Já em Águas da Prata, com aproximadamente 8 mil habitantes quem atua é a ONG Guará. Para realização do Coletivo Ativista a cidade contará com o engajamento de 5 jovens que estão dispostos a fazer a diferença. Mas segundo Átila Kelly, integrante do projeto, para conseguirem fazer um bom trabalho precisarão do apoio de outros jovens além da colaboração de ONGS.

"A filosofia do Coletivo Ativista segue a mesma linha do nosso grupo AGR (Ação, Gestão e Responsabilidade) e da BATRA (Bauru Transparente), e por esse casamento que deu certo, acredito que o resultado será muito produtivo para nossa cidade", diz Taís Capellini, voluntária.

Ribeirão Bonitão não ficará de fora. A cidade sede dos encontros conta com os integrantes da AMARRIBO Júnior que não medirão esforços para a realização bem sucedida do Coletivo Ativista. "O projeto é um desafio que temos que fazer dar certo, para criar mais rede de jovens se integrando, e também para que as pessoas cresçam, assim como aconteceu com os membros da AMARRIBO Júnior", diz Verillo.


Como funciona o projeto

Durante toda a programação do 1º encontro os jovens se interagiram e se sentiram à vontade. Mas, enquanto eram apresentados áudios sobre a história de jovens e vídeo como o de José Saramago sobre o valor de se debater o termo democracia, a atenção era 100%, pois sabiam da importância de tais conteúdos para a formação e ampliação da competência para o exercício do controle social.

O objetivo do 2º encontro, que contará com a presença de um representante da AVINA, é de já produzir um roteiro de monitoramento para que o jovem comece a atuar na sua cidade.

E para o 3º encontro, ficará o plano de incidência no foco escolhido pelo grupo, o qual será construído durante todo o processo de desenvolvimento do projeto a partir do conhecimento acumulado dos integrantes. Já nos últimos encontros, os jovens visitarão, em dia de sessão, a Câmara de Vereadores de suas cidades para que o grupo entre em contato com a dinâmica de funcionamento e organização de um legislativo municipal.

Por fim, com o apoio da AMARRIBO Júnior serão executados os planos de incidência e, em seguida avaliado os resultados em cada cidade para que possam ser compartilhadas as experiências a fim de dar continuidade as ações.

Lírian Pádua